sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Piancó - Padre Aristides



PADRE ARISTIDES  - Piancó e a Coluna
Quando a Coluna Djalma Dutra/Siqueira Campos/Miguel Costa (depois chamada Coluna Prestes) realizava sua marcha histórica através do país, não era seu propósito o combate armado, mas a divulgação de ideias sociais renovadoras na política nacional. Partidariamente os coronéis sertanejos e suas oligarquias, que se alinhavam quer na situação quer na oposição, e desfrutavam as benesses do Estado estavam de um lado; e do outro os reclamos do povo contra o atraso econômico e social que tal procedimento acarretava ao país, e era escutado pelos militares.
No município de Piancó, que se destacava na Paraíba pela pujança e tradição de suas lideranças, duas forças se enfrentavam naquela ocasião: o Padre Aristides e seus seguidores, que representavam o Estado governado pelo presidente João Suassuna, e como se dizia então “estava de cima”, e a família Leite Ferreira com os seus correligionários que “estavam de baixo”, pois apoiaram a candidatura do Monsenhor Walfredo, derrotado pelo nascente clã dos Pessoas e seu grupo nas eleições de 1915. Mas os Leite resisitiam com o seu deputado federal dr. Felizardo Leite Ferreira, e o de-putado estadual Ademar Leite Ferreira.
Os Leites e o Padre Aristides representavam a ação política retró-grada no início do Século XX. Novas forças políticas nacionais se organizavam, lideradas pela oficialidade superior das Forças Armadas, cognominada “Os Tenentes”, nascida com os “18 do Forte de Copa-cabana”, que defendiam a modernização dos costumes políticos do país. A defesa do voto secreto, do ensino primário obrigatório, da industrialização, dos direitos trabalhistas e outras propostas éticas e democráticas no campo do desenvolvimento econômico e social eram a sua bandeira de luta.
Como se vê, Os Leites e o Padre Aristides representavam o atraso político e social dominante, e a marcha militar chamada Coluna Djalma Dutra/Siqueira Campos/Miguel Costa, generais, a modernidade. Luiz Car-los Prestes incorporado à coluna militar era capitão, e defendia as mesmas idéias sociais. O governo federal exigia dos governadores (presidentes) dos Estados, fosse dado combate à coluna que contestava a sua posição, oferecendo-lhes os benefícios de seus programas administrativos. Por sua vez, os presidentes dos Estados, na Paraíba João Suassuna, cobravam dos seus correligionários nos municípios, apoio para bem se situar perante o poder federal. Ao padre Aristides cabia, como correligionário do governo estadual, decidir sobre que devia ou não devia fazer. Nada envolve a família Leite Ferreira no episódio sangrento.
Ainda há tempo para reabilitar a honra e bravura dos filhos de Piancó, manchadas por indivíduos, que falseiam a história dos fatos re-ferentes à passagem da Coluna na cidade. Prestes naquele tempo era um competente capitão, não comandava, e naqueles dias não se falava ainda em comunismo.
Só depois, muito tempo depois de dissolvida a Marcha, exilado, Prestes fez leituras de caráter político na linha marxista. O governo brasileiro e a igreja católica representando na política internacional o lado capitalista, decidiram combater Luiz Carlos Prestes que se tornara líder nacional da linha socialista. A Igreja que se opunha à facção socialista, a que se integrara Prestes, passou a usar o episódio de Piancó como traço característico de uma política contrária à religião. E diziam que Prestes era assassino de padres e de criancinhas, inimigo da família, etc.
A família Leite Ferreira, ao tomar conhecimento da passagem da Coluna na região, procurou recolher-se às suas propriedades rurais como o fez, porque Piancó não estava em questão. Se estivesse, os Leite Ferreira se fariam presentes. O governo é que combatia a Coluna em todo território nacional, e o padre que obedecia ao governo agiu como agiu.
Homenagens, verdadeiramente, devemos e eu as presto, aos heróis daquele trágico dia, os bravos cidadãos, alguns anônimos, sacrificados pela leviandade traiçoeira do Padre Aristides. Lutaram como heróis, enganados, convencidos que defendiam a honra da cidade e do Estado, quando, na verdade defendiam simplesmente o prestígio do Padre Aristides como chefe político, para auferir as vantagens e gozar o prestígio oferecido pelo governador, em prejuízo da moralidade e dos bons costumes, todos sabem.
Transcrevo abaixo trechos de carta que enviei ao inteligente advo-gado Yurick Lacerda acerca destes fatos. Leiam.
“Como sempre, nos seus textos e neste ‘Seu Pedoca: Um Sopro de Vida e Beleza’, você empreende uma viagem através da história do velho Piancó. Dados relevantes e fuxicos, verdades, calúnias e leviandades transitam na via memorialística do seu trabalho. Aprecio a sua vocação para as letras ligadas à crônica e fofocas do Piancó Guerreiro e destacado pelos seus feitos, entre outros burgos paraibanos. Mas lhe faço neste caso, os reparos necessários.
 Pena que você não tenha lido “Os Mártires de Piancó”, do Padre Manoel Otaviano, que traça cuidadosa biografia do Padre Aristides e narra com detalhes traços de sua vida e a sua passagem como vigário e líder político na cidade de Piancó.  Ali está a verdade dos fatos, e a condenação da calúnia e do desvirtuamento da história por alguns. Em texto intro-dutório o escritor Celso Mariz registra que “A Coluna Prestes manterá na história do país uma tradição inapagável de idealismo cívico e a medida de uma das mais belas marchas militares do mundo”. E que  “... o padre Manoel Otaviano, por muitos motivos e qualidades, era o mais indicado para traçar o perfil em alvo e o acontecimento cruel. Foi discípulo, colega, amigo e depois adversário do perfilado... Era vigário em Piancó quando o padre Aristides já se achava em franca atividade partidária, quando foi suspenso de ordens, quando se deu a hecatombe do seu martírio”. Prefaciando a obra escreveu o próprio Manoel Otaviano: “O que vai exarado, neste livro, sobre a vida e morte do padre Aristides Ferreira da Cruz, trucidado no dia 9 de fevereiro de 1926, ao lado de fiéis companheiros do mesmo infortúnio, não sofre contestação. Conheço, de perto, todas as retas e curvas do seu caminho, desde os bancos escolares até o seu desditoso fim.
Expressão maior da intelectualidade do Vale do Piancó, assim ele comenta na sua tese: “a politiquice de fancaria, baixou as vistas e, sem-vergonhamente silenciou... Também não se compreende, em face dos mais comezinhos princípios de lógica, a berrante propalação, de que dentro da coluna rebelde, havia inimigos do  padre Aristides... Como se vê, pelo exposto, a calúnia não ficou de pé, ante a análise criteriosa dos fatos” (Os Mártires de Piancó – Editora Teone, João Pessoa 1954)
À alegação no seu escrito, portanto, de infiltração na tocaia pre-parada pelo Padre Aristides, de elemento ligado aos Leite Ferreira para atacar os patriotas da Marcha Miguel Costa/Siqueira campos, que depois da troca de mensagens chegavam à cidade de armas baixas (não em posição de combate e ataque), é chocante, demais estúpida e degradante dos princípios moorais, não se sustenta em documentos, nem depoimentos confiáveis. O historiador Manoel Otaviano destroçou-a. E o Coronel PM Arruda igualmente. A verdade é que o Padre Aristides decidiu, ele próprio, praticar o ato traiçoeiro, mas sofreu duro contragolpe, e lutou desesperadamente, para salvar a própria vida, não a honra de Piancó, o que não conseguiu. Um episódio que mancha a história da política nacional. Traiçoeiramente o padre fuzilou os primeiros militares da Coluna que confiantemente entravam na cidade. Aconteceu naturalmente o revide.
Desejo ressaltar  − e você sabe que é verdade −, que os Leite Ferreira não pedem licença a ninguém para estarem presentes na história verdadeira e oficial de Piancó: eles são a expressão dessa história. Você e Clodoaldo Brasilino, Chico Job, historiadores locais, e Celso Mariz, Cônego Florentino Barbosa, Cônego Manoel Otaviano, José Octávio de Arruda Melo, Humberto Cavalcanti, todos da APL e do IHGP, e outros intelectuais, já os citaram como personagens principais da vida local, com expressão estadual e nacional; desde a sua chegada à região no tempo do Brasil Colônia, mandados pela Casa da Torre, o que foi patenteado em conferências, livros, jornais e revistas. Para tirar dúvidas, relaciono bibliografia sobre Piancó e a Coluna, fundados em documentos existentes em arquivos públicos,
          Acontece que os opositores dos Leite Ferreira, até os anos 80 do século passado, poucos nomes ofereceram como ocupantes de cargos eletivos ou administrativos que ilustrassem a galeria dos notáveis na his-tória local. Somente o Padre Aristides Ferreira da Cruz, filho de outra cidade, intentou sustentar a oposição, acolitado graciosamente por opor-tunistas, em virtude do candidato a governador apoiado pelos Leite Fer-reira, o Monsenhor Walfredo, ter perdido a eleição em 1915. O padre Aristides foi um acidente de mau augúrio na história de Piancó. Mas a situação local revelava-se sempre solidária com os Leite Ferreira elegendo os seus candidatos.
Na Assembléia Legislativa, desde a legislatura 1840/41 até 1991, sempre teve assento um Leite Ferreira. Às vezes mais de um. No tempo em que exercia o mandato de deputado estadual éramos quatro Leite Ferreira no Plenário: eu, Ademar Leite Teotonio, Antonio Leite Montenegro e José Gayoso sucedendo o cunhado Djalma Leite Ferreira. Também na magistratura Felizardo Leite Ferreira Neto e outros, na Câmara Federal dr. Felizardo e dr João Leite Ferreira, no Senado dr. Salviano Leite, no Governo do Estado e em cargos importantes na burocracia estadual e federal estão os seus nomes. A escolha do Desembargador José Peregrino como candidato a governador, contou com o decisivo apoio dos Leite Ferreira de Piancó. Sem eles teria fracassado. Casado com uma sobrinha do Dr. João Leite Ferreira, inconteste chefe de ampla região sertaneja en-volvendo os municípios, de Piancó, Pombal e Patos, contando ainda com a solidariedade dos Gomes de Sá, de Sousa, foi vitorioso no pleito com o apoio da valorosa família Leite Ferreira. Mesmo em franca decadência, atualmente, três Leite Ferreira são vereadores em Piancó.  
Parabéns Yurick, pelas sentimentais revelações sobre o seu avô, um dos ilusres filhos de Piancó, com quem pouco convivi, mas muito admirei como artista. Quanto ao endeusamento e glorificação do Padre Aristides que você e alguns pretendem, digo sem medo de errar: Piancó não merece tal rebaixamento, tal despropósito, que constitui uma traição à tradição deste povo bravo, que tem entre os de ontem e os de hoje, legítimos e mais altruístas personagens e heróis. O padre Aristides nem sequer era filho de Piancó. Era de outro lugar, um desajustado e estranho no meio.
          O problema é que os Leite Ferreira mostravam-se imbatíveis, e para enfrentá-los os adversários muitas vezes derrotados, tiveram de inventar, criar um mártir na controvertida figura do Padre Aristides Ferreira da Cruz. Os inimigos gratuitos queriam fazer do padre um herói, mesmo na base da mentira; usá-lo como instrumento de uma luta inglória contra os Leite Ferreira – falseando a verdade e a história, como de fato tentaram, e con-testo publicamente. Movia o padre Aristides intenções sinistras, o despeito, interesses eleitoreiros; os Leite Ferreira, pelo contrário, sustentavam a sua presença na vida local na condição de primeiros colonizadores, do pres-tígio do trabalho nas fazendas de criação de gado e produção agrícola, no encaminhamento da família para a educação de nível superior, com mé-dicos e advogados, dentistas, engenheiros, destacando-se politicamente e empresarialmente, residentes alguns no município.
Em discurso no Senado (Ata da 181ª. Sessão, da 3ª. Sessão Le-gislativa da 4ª. Legislatura em 11 de outubro de 1961) o senador Salviano Leite tratou deste assunto, aparteado por outros senadores que ofereceram, por conhecimento próprio, irrespondíveis informações sobre o caráter agressivo e irascível do Padre Aristides. E também depoimentos de mili-tares figurantes do lamentável combate, relatam o acontecido que custou vidas preciosas, e restabelecem a verdade dos fatos; das bandeiras brancas, da troca de mensagens, da fuzilaria traiçoeira.
O que resta comprovado extreme de dúvidas, é que o padre Aristides provocou levianamente o confronto. Quanto ao seu heroísmo, tal não me impressiona, porque não existiu. Ele era um desajustado, em conflito com Igreja Católica, réu condenado pela legislação canônica, feroz defensor de privilégios. É verdadeiramente uma figura de nenhuma importância do ponto de vista da ética social, política e religiosa. Pelo contrário. Somente um pretenso coronel protetor de cangaceiros como tantos, no estilo da época. Não passava disto. E o que é pior, envolvido em negócios com personagens escusos que proliferavam nas feiras, no comercio de gado, de animais. Todos conhecem e alguns remendaram a “história do boi lavrado”.
Desculpe-me as alegações que faço como um dever em prol da verdade, que tem sido falseada ao longo dos anos. Os que ficam do outro lado não defendem a honra, a história de Piancó. São simples e despeitados inimigos gratuitos da família Leite Ferreira. Inimigos da verdade.
  Eilzo Matos – 12/6/2010
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Numerosos são os títulos que formam a bibliografia sobre a Coluna  Miguel Costa / Prestes / Djalma Dutra / Siqueira Campos / Cordeiro de Farias /  Juarez Távora, congregando militares do exército brasileiro, como fato político e marcha militar, inspirada na chamada “rebeldia dos tenentes” contra ato de punição imposta pelo presidente Epitácio Pessoa ao Marechal Hermes da Fonseca, responsabilizado por intervenção política  indevida junto a comandos militares. Sobre a resistência oferecida à passagem da Coluna na cidade de Piancó, na Paraíba, apenas três obras acabadas a descrevem, revelando no depoimento dos que viveram e depuseram sobre o fato, a verdade inteira.
a)    Os Mártires de Piancó, 1ª. Edição, Padre Manoel Otaviano – Editora Teone, 1954,João Pessoa PB
b)    A Coluna Prestes na Paraíba, 2ª. Edição Padre Manoel Otaviano – João Pessoa PB
c)    A Coluna Prestes e a Paraíba – Lucia de Fátima Guerra Ferreira – UFPB
d)    Lutas e Resistências, pág. 157, A Coluna Prestes na Paraíba –José Octávio de Arruda Melo
e)    Meio Século de Combate – Cordeiro de Farias, Editora Nova Fronteira, 1981
f)     A Coluna Prestes – Nelson Werneck Sodré, Ed Civilização Brasileira
g)    A Coluna Prestes – Neill MacCaulay – Difel Editora
h)    História do Brasil – Tenentismo, Helio Silva
i)      A Coluna Prestes, Marchas e Combates -  Lourenço Moreira Lima – Autor Nacional, Cultura Brasileira – Anais do Senado e da Câmara dos Deputados
j)      A Coluna Prestes, 2ª. Edição, Anita Leocádia Prestes, Editora Brasiliense.
k)    A Vida do Coronel Arruda – Cangaceirismo e Coluna Prestes – Ed. Riográfic, João Pessoa 1989

terça-feira, 31 de dezembro de 2013




O DURO RECOMEÇO 1985/2007. CADERNO I
1 Trinta e um de dezembro de 1987. Não escolhi a data. O último dia do ano nada tem de marcante na decisão, a não ser a determinação inesperada de colocar o papel na máquina de escrever, e começar. A idéia de um balanço de atividades ocorre de imediato, tão acostumados estamos a esse tipo de comportamento, estimulados pela necessidade de ordenamento de nossas vidas. Aos cinqüenta e três anos sobrou-me tempo, em parte aproveitado, para saber posicionar-me em face da sociedade, das suas instituições, dos seus preconceitos. Homem da cidade passei a viver numa fazenda antiga, situada numa região pobre, de clima instável, castigada ciclicamente pelas secas. Sem a comodidade de que dispunha na capital, moro numa casa de reboco grosseiro e telha-vã, piso áspero de cimento e fogão a lenha que enegrece as paredes e o teto da cozinha. Sem energia elétrica, uma geladeira e lampiões a gás atendem-me nas horas quentes e para as leituras noturnas. Não sou exigente quanto a comida, e a empregada, de origem rural, mas criada em casa abastada da cidade, sabe usar a geladeira, mantém limpo o banheiro, assegura água filtrada para bebermos. Conhece o uso adequado de pratos e talheres, a distinção no preparo dos alimentos para as três refeições do dia, enfrenta sem dificuldade a distância dos centros de abastecimento. Do ponto de vista da minha comodidade material, em face da minha decisão, vivo bem, cuidado respeitosamente por ela, como dona da casa, o que a satisfaz e envaidece. Uma pobre vida, passiva e devotada, como das personagens de Gertrude Stein.
2 Os rumos paradoxais da minha vida, a minha determinação, em nada imitam à do Jacinto, de Eça, mas, um pouco se assemelha, nas suas constatações e resultados. Do Príncipe da Grã Ventura personagem de A Cidade e as Serras, herdeiro da quinta e casa senhorial de Tormes, no Baixo Douro e de um apartamento no 202 dos Campos Elísios (cultivei, em princípio, a sua equação metafísica: “suma ciência x suma potência = suma felicidade”); a melancolia, o tédio citadino). Vale a pena resumir acontecimentos, reflexões e dores que nos assaltaram: “que criação augusta a da cidade... só o fonógrafo me faz verda-deiramente sentir a minha superioridade de ser pensante que me separa do bicho... agora era por intervenção de uma máquina que abotoava as ceroulas. [...] A mesmice – eis o horror das cidades!... na natureza nunca eu descobriria um contorno feio ou repetido... é por estar nela suprimido o pensamento que lhe está poupado o sofrimento.”  O seu (nosso) retorno à vida consciente, entre os vivos, nesta “reconciliação com a natureza..”. e o “renunciamento às men-tiras da civilização é uma linda história... Mas, caramba, faltam mulheres! [...]  Com efeito era grande e forte a Joaninha...”  e sumamente indicativos  os “dois versos de uma balada cavalheiresca:  Manda–lhe um servo querido,/ Bem hajas dona formosa! E que lhe entregue um anel, E com um anel uma rosa... O meu Príncipe já não é o último Jacinto, porque naquele solar que decaíra, correm agora, com soberba vida, uma gorda e vermelha Terezinha... e um Jacintinho.” Tudo na científica constatação da existência da natureza, dos seres vivos, de sua reunião em coletividades e  comunidades  como as  bac-térias o fazem desde que o mundo é mundo.
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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

LGBT



LGBT, AUTORIDADES DOS TRÊS PODERES – AVACALHAÇÃO, CACHORRADA GERAL.  EU FICO FORA.  AGUARDO A VEADAGEM DE GRITINHOS DE PROTESTO EM PROCEDIMENTOS JUDICIAIS  ACUSANDO-ME  DE PRECONCEITUOSO.
               Eles é que são parciais e intransigentes. Começo referindo-me envergonhado à presença e fala de uma mulher chamada de desembargadora, participante de uma audiência pública no Senado, tratando da inventada comunidade LGBT. “Saindo do armário”, tentando conceituar direitos sem se louvar em escola ou concepção filo-sófica do direito, valeu-se ela da autoridade do seu cargo para falar com indisfarçável e ameaçador ar de superioridade salarial, só podia ser. Somente. Zombava com um riso no canto da boca, ameaçava com um olhar duro para a plateia.
 Felizmente o subprocurador geral da república, de origem sousense, botou os pontos nos ii. Cuidou do Direito, como os demais deveriam fazer e não o fizeram.  Argumentou sobre a definição legal de família no texto da nossa Constituição. Outras não existem. O caminho, portanto, está aberto, ele disse, para novos modelos.  Mas, atualmente, à margem da lei, o conluio LGBT discrimina a sociedade legalmente orga-nizada, promove o desentendimento no seio de uma sociedade simplesmente vivendo os momentos de transformação estrutural, fruto do desenvolvimento nascido na luta dos contrários, e não submetida a caprichos “piranhentos” de homens e mulheres desajustados, pirangueiros.
Pode como acontece, reunirem-se as pessoas em mancebias, concubinagens homem/homem, mulher/mulher, explicitamente e também com animais: cachorros, jumentos, galinhas, ovelhas, cabras e outros bichos domesticados. A ciência não socorrerá veados e sapatões: o direito dos bichos terá de ser respeitado. Competição formal na definição de direitos singularíssimos. Terá defensores. Conto a história de um sertanejo e uma burra. Na roça erma se encontravam, e à aproximação do homem a burra levantava o rabo. E de uma mulher amigada com um cachorro. Quando o animal morreu ela ficou inconsolável, botou luto. Qual a diferença entre as situações?
E o bullying? (mangação). Praticado contra uma criança cujo pai é Joana e a mãe é Maria; outra tem a mãe Sebastião e o pai Joaquim. São levadas ao desespero pela exposição moral através de marchas e desfiles fantasiados, instituições, encenações pseudocientíficas, definindo comportamento antinatural como fundamento de seus di-reitos. Que direitos? Essas infelicitadas criaturas não atinam sequer o que significa esse protagonismo criminoso, cruel, explicados em aleivoso temário. Crime hediondo com certeza. Que vivam essas criaturas os LGBT na intimidade de suas tendências, se a sociedade os recrimina não impede a prática pessoal, comunitária. Não é possível, en-tretanto ajustar a comunidade aos seus caprichos imorais, indecentes.
O que sei é que a legislação nacional nada proíbe, não discrimina entre hetero e homossexuais, quanto aos direitos constitucionais. Salvo procedimento absconso que alegam ser adotado pelas corporações militares, que aprovo, dado se tratar de indivíduos de comportamento moral que não admite barreiras éticas.  Tenho amigos e amigas gays e sapatonas, que considero pessoas de boa convivência, positiva dedicação ao trabalho, estudo das ciências do conhecimento. Até aí tudo bem, todavia, admitir como normal e moralidade a sustentação de crimes hediondos, isso jamais.
A tortura física ou moral, insidiosa de uma criança, constitui inegavelmente um crime hediondo, uma prática impossível de esconder como resultado da adoção de menor e até de adulto por casal do mesmo sexo em franco concubinato. Explicações cretinas pretextam sapiência, sobre um absurdo modelo de reprodução criado como forma de domínio e subordinação de minorias de veados e sapatonas. Só mesmo no armário da desembargadora e no cinismo cruel dos LGBT existem justificativas. Tenho dito.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Coronel Zé Vieira e Ricardo Blck Bloc

O CORONEL ZÉ VIEIRA E RICARDO BOCA TORTA
Gosto de tudo que Tião Lucena escreve pela leveza − também animação −, e precisão do seu estilo. Diz o que sabe e não esconde o que quer dizer. Igualmente sou fã da advocacia do conterrâneo Johnson (lembre-se que o Lastro é Sousa, uma costela tirada pela política). Tião faz o que faz por profissio-nalismo, formado na escola do grande Frutuoso Chaves; quanto a Johnson pratica advocacia vip, dos figurões, dos famosos como o saudoso falecido Saulo Ramos. Ele pode. De Zé Vieira a Ricardo Coutinho transita a sua inteligência, a sua pena. É po-derosa a pena de Johnson, igual ao testimonium flavianum. Algo de Judas e do apóstolo Pedro que traíram e negaram Jesus, e mesmo assim foram santificados, tornaram-se figuras históricas mercê da iluminada caridade e capacidade de perdoar que fundamenta a essência do cristianismo. Compare o leitor o hoje coronel Zé Vieira de Marizópolis, ex-operário partidário dos Ga-delha, réu em dezenas de ações e procedimentos policiais, judiciais, e o desabusado grevista da UFPB, bandeirista do PT Ricardo Coutinho, réu como o primeiro no dobro ou no quádruplo de iguais apurações de ações criminosas, então veremos que a fortuna de Johnson é legal. Não teme apuração do Leão do Imposto de Renda. É fruto de rendimento profissional legítimo, mesmo saindo dos cofres da prefeitura e de Estado para be-neficiar o coronel ou incensar o fraudulento Ricardo Boca Torta. O coronel, não sei até onde chegará que os marizopolenses o odeiam e adoram; quanto ao lagostista da granja santana, Ricardo, turista ao lado da mulher, ou sozinhos, na base de avião do governo, não vai longe. Queimador de expediente e dilapidador do patrimônio público, ex-black bloc Ricardo Em-baidor, este, dada a sua pretensão de estadista, o seu destino é o lixo da história. Não tem como evitar. Certeza. Zé Vieira é fichinha, Boca Torta é o Ali Babá comandando os quarenta ladrões. Topam avaliar?
Ah! Infelizmente urubus de mau agouro pousaram na sorte de Marizópolis e da Paraíba.
(4 fotos)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

NOVOS SUJEITOS SOCIAIS



NOVOS SUJEITOS SOCIAIS.
            Um comentário usado como legenda ou epígrafe do meu blog PROSA CAÓTICA – eilzopb.blogspot.com.br, eilzomatos.zip.net, decidi repetir aqui a sua publicação, para conhecimento dos freqüentadores dos meus textos no citado blog, no facebook e no twitter  para os que ainda não os conhece. De antemão, deixo claro que sei do limitado número de acessos às minha notas, dada a minha incontornável forma de aludir e re-ferir fatos com respeito à sua comprovação, veracidade, fontes onde os recolhi, sem negociar no sentido do toma lá dá cá. Mas insisto sem outra pretensão, que a de colaborar com os movimentos e forças que defendem com patriotismo as questões relativas ao desenvolvimento econômico e social e a soberania do país.
NOVOS TEMPOS, NOVOS SUJEITOS SOCIAIS, AS MARCHAS
“O governo está assustado. Sobram empregos: do escalão técnico superior ao nível modesto do ajudante. Protesto silencioso? Desobediência civil? ´Nós avançamos um pouco´, esclarece Tasso Genro, responsável pela criação dos novos sujeitos sociais, e adverte: ´São pessoas que jamais aceitarão ficar à margem de um processo de demanda´.  A reivindicação agora é salarial, remuneratória, restauradora de estatutos e direitos sociais, revogados pelo Mercado que domina o Estado Mínimo. Aí estão as greves, as marchas, os movimentos sociais que o comprovam.”
Os espertos que freqüentam restaurante de luxo, que fazem turismo no estrangeiro, usam automóveis e roupas vip, top de linha me contestarão, porque se sentem ameaçados nos privilégios que desfrutam. Também gosto do que é melhor, sem esquecer, todavia, que tenho uma pátria e uma população de irmãos que reclamam solidariedade.  Conforta-me o desabafo de Darcy Ribeiro, quando falava que lutou por  uma universidade pública de livre acesso para todos  e voltada para o conhecimento, pelo direito dos índios, pela defesa da soberania, da independência econômica e cultural do país e foi derrotado. Mas não aceitaria ficar do lado dos que venceram.
Na verdade beirando os oitenta sinto-me bem, não me arrependo de posições tomadas e atos praticados ao longo de minha vida. Gosto de dizer: Tenho defeitos? Quem não os tem! Mas a cada momento a sociedade revela-se no caminho do entrechoque de idéias. Escolho o meu lado, orientado pelo que considero nota do humanismo de minha formação intelectual cristã, voltado para o interesse da co-         letividade, para o desenvolvimento do país e o bem estar geral de sua população.
Facil de dizer? Também de fazer. Experimentem. A História nos julgará.