quarta-feira, 28 de setembro de 2011


SALVAR A TVESCOLA, TAREFA URGENTE!

Alerta Presidenta Dilma! Alerta, cidadãos brasileiros! O Mercado ataca, e como sempre avança contra as políticas sociais. Suborna, sabota setores da administração para mostrar a sua fragilidade. Prevaricação criminosa e imperdoável existe no MEC, compromete e desvirtua a programação da TV Escola, que divulga textos e documentos de conteúdo cultural importantes, na formação da consciência nacional. Tal pro-gramação, oriunda dos centros mais desenvolvidos do culturalismo no mundo, e aqui também elaborada,  tratam da pedagogia, da noticia biográfica de sábios e estadistas, dos fatos históricos, da exegese e divulgação através de seminários e debates das grandes questões sociais, dos conceitos que orientam a vida das nações, acima de tudo tratando das ciências, do meio ambiente, da democracia, da liberdade, do humanismo. A prevaricação dos gestores e servidores do MEC torna-se evidente na péssima qualidade técnica do som e da imagem levados ao vídeo. Afugenta os telespectadores que dispõem de som e imagem perfeitas mostrados nos programas da Globo, Bandeirantes e mais tvs comerciais, canais rurais, evangélicos, etc. A imagem  da TvEscola sofre interferências de duplicidade, traços, brilhos inusitados, e reverberações, o som é surdo, sopros, chiados e estouros dificultam o entendimento das matérias comentadas, explicadas. Por que o mesmo não acontece nas outras redes de tv?
E cabem mais perguntas:
Usa o MEC equipamentos sucateados? Os técnicos do MEC não possuem qualificação profissional? Qual a explicação para tamanha irresponsabilidade? Talvez suborno, sabotagem, traição à pátria. Porventura tudo acontece porque não divulga matéria paga para agradar e proteger clientes do Mercado privilegiado? Pode ser. Esperamos que a Dilma Durona, em quem muitos ainda confiam, alerte para este grave problema, tão grave quanto o da corrupção por ela combatida.  Motivar, salvar pela cultura, pelo patriotismo. O estado nação tornou-se estado social, reconhece-se apres-sadamente, sem atentar para a origem do fenômeno. O mundo moderno, mercê dos avanços e conquistas da tecnologia, afirma a prevalência da liberdade e da igualdade de todos. É preciso rejeitar e combater essa matriz mercante, que é o fator que dá lugar à propriedade privada dos modos de produção. Os mecanismos de dominação (neoli-beralismo, globalização) encontrarão sempre, inevitavelmente os seus opostos: na-cionalismos e sectarismos. Assim marcha a história que não se repete, e se o faz, segundo Marx é apenas na aparência sob a forma de tragédias e comédias. Alerta lulistas, sarneistas, efeagacistas et caterva! A marcha é a mesma e mundo nunca será o mesmo.
Salvar a TVescola do MEC, proteger a cultura nacional esta é uma tarefa urgente.

SALVAR A TVESCOLA, TAREFA URGENTE!

Alerta Presidenta Dilma! Alerta, cidadãos brasileiros! O Mercado ataca, e como sempre avança contra as políticas sociais. Suborna, sabota setores da administração para mostrar a sua fragilidade. Prevaricação criminosa e imperdoável existe no MEC, compromete e desvirtua a programação da TV Escola, que divulga textos e documentos de conteúdo cultural importantes, na formação da consciência nacional. Tal pro-gramação, oriunda dos centros mais desenvolvidos do culturalismo no mundo, e aqui também elaborada,  tratam da pedagogia, da noticia biográfica de sábios e estadistas, dos fatos históricos, da exegese e divulgação através de seminários e debates das grandes questões sociais, dos conceitos que orientam a vida das nações, acima de tudo tratando das ciências, do meio ambiente, da democracia, da liberdade, do humanismo. A prevaricação dos gestores e servidores do MEC torna-se evidente na péssima qualidade técnica do som e da imagem levados ao vídeo. Afugenta os telespectadores que dispõem de som e imagem perfeitas mostrados nos programas da Globo, Bandeirantes e mais tvs comerciais, canais rurais, evangélicos, etc. A imagem  da TvEscola sofre interferências de duplicidade, traços, brilhos inusitados, e reverberações, o som é surdo, sopros, chiados e estouros dificultam o entendimento das matérias comentadas, explicadas. Por que o mesmo não acontece nas outras redes de tv?
E cabem mais perguntas:
Usa o MEC equipamentos sucateados? Os técnicos do MEC não possuem qualificação profissional? Qual a explicação para tamanha irresponsabilidade? Talvez suborno, sabotagem, traição à pátria. Porventura tudo acontece porque não divulga matéria paga para agradar e proteger clientes do Mercado privilegiado? Pode ser. Esperamos que a Dilma Durona, em quem muitos ainda confiam, alerte para este grave problema, tão grave quanto o da corrupção por ela combatida.  Motivar, salvar pela cultura, pelo patriotismo. O estado nação tornou-se estado social, reconhece-se apres-sadamente, sem atentar para a origem do fenômeno. O mundo moderno, mercê dos avanços e conquistas da tecnologia, afirma a prevalência da liberdade e da igualdade de todos. É preciso rejeitar e combater essa matriz mercante, que é o fator que dá lugar à propriedade privada dos modos de produção. Os mecanismos de dominação (neoli-beralismo, globalização) encontrarão sempre, inevitavelmente os seus opostos: na-cionalismos e sectarismos. Assim marcha a história que não se repete, e se o faz, segundo Marx é apenas na aparência sob a forma de tragédias e comédias. Alerta lulistas, sarneistas, efeagacistas et caterva! A marcha é a mesma e mundo nunca será o mesmo.
Salvar a TVescola do MEC, proteger a cultura nacional esta é uma tarefa urgente.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Festival de Artes de Areia


Ver imagem em tamanho grande           Ver imagem em tamanho grande          Ver imagem em tamanho grande          Ver imagem em tamanho grande          Ver imagem em tamanho grande


RICARDO COUTINHO, O VERME DO DIA.*
O FESTIVAL DE ARTE DE AREIA.  RENASCIMENTO DO NAZISMO NA PARAÍBA.

Eis um político que disputa e exerce o poder com métodos de bandoleiro e agressividade de assaltante, para quem as palavras não têm valor, a verdade não se distingue da mentira. Vade retro! A sua presença no governo confirma a minha afirmação. A sua ficha criminal semelha as de tarados famosos, apresentadas em programas de tv com rolos de papel estendidas nas salas de delegacias de polícia. O nosso governador boca torta nada fica a dever a mafiosos do tráfico, do con-trabando, da prevaricação, do estelionato e vai por aí,
         Indivíduo de feições notadamente lombrosianas, e de compor-tamento político-social que mostram e explicam a crueldade nazista dos seus atos, e cresce na Paraíba este sujeito que carrega no caráter todos os traumas que marcaram dramas familiares que encheram a sua vida, e também psicológicos, transformados em patologias que a juventude pobre acarretou. Pesa sobre ele, o que não é comum aos de-mais, esta marca indisfarçável. O problema é que a maldade marcou a sua personalidade. Agora leva para o canto da parede os intelectuais que recebem do seu governo o jabá para a feira. E eles servilmente baixam a cabeça. Leiam o texto explicativo a seguir.
O FESTIVAL DE VERÃO DE AREIA.
         Em discurso na tribuna da Assembléia Legislativa no dia 14 de março de 1974 (Anais) ofereci uma denominação à cidade: Areia, Cidade Relíquia da Paraíba. Fazia-o em nome de sua história, de sua cultura, do seu passado. E propus a realização ali de um Festival de Verão, aproveitando o exemplo do que se fazia em Ouro Preto com o seu Festival de Inverno. Vivíamos os anos de chumbo do regime militar, e o evento funcionaria como “respiradouro” para a livre manifestação do pensamento, então censurado. A figura ímpar e o prestígio nacional do areiense José Américo de Almeida, filho do lugar, que fora vítima do chamado Estado Novo, emprestaria o seu apoio, certamente. 
         Nas notas do Tabelionato do comendador José Henrique, ao meu lado, e do cel. José Rufino de Almeida, desembargador Aurélio de Al-buquerque, padre Rui Vieira, Manoel Gouveia e outros presentes, ins-tituímos a Fundação Cultural Areia (FUNCULARE), que cuidaria dos tesouros da cultura local. O então governador Ivan Bichara deter-minou à Secretaria de Educação e Cultura convocar pessoal, fixar normas para a realização dos encontros. Nomes nacionais destacados na imprensa, no teatro, no cinema, na literatura, nas ciências sociais defenderam as suas idéias, apresentaram as suas teses nos festivais realizados.
         Na Assembléia Ligislativa, nos jornais e estações de rádio, per-durou em repetidas referências, alusões ao assunto. Vale a pena con-ferir. Infelizmente o desinteresse de alguns gestores públicos, levaram ao encerramento dos eventos. Mudaram de cidade a sua realização, pararam por fim.
O FESTIVAL DE 2011 E O CELULAR
         Como fala a linguagem literária, encontrava-me posto em sos-sego entregue às minhas modestas tarefas rurais, quando fui chamado ao telefone celular pelo famoso agitador cultural e meu amigo, o historiador José Octávio de Arruda Melo. Comunicou-me o renas-cimento do festival, e que eu tinha sido escolhido para fazer o discurso de abertura como seu criador. Entre milhares (milhares, sim senhor) de referências ao fato, todas valiosas para mim, guardo carta do inesquecível Horácio de Almeida e o título de cidadania proposto pelo prefeito Élson Cunha Lima, que me outorgou unanimemente a Câma-ra Municipal, pela minha contribuição para o reerguimento dos valores culturais do histórico município, e que recebi em sessão solene.  
         Vivendo aqui no sertão, conduzo-me conforme a sabedoria local externada pelos seus mais conspícuos representantes: o coronel, o pa-dre, o juiz, o vaqueiro, o violeiro, o sem terra e poucos mais. Assim, refiro o que me adverte sempre o meu vaqueiro Neguinho (branco): o telefone celular é uma pinóia, um mau augúrio, mudou de vez o mundo. É verdade. Pois na gagueira costumeira, mortalmente ferido o amigo José Octávio através deste equipo eletrônico, confessou que a escolha do nome como orador da abertura do festival, depois de apro-vado, fora vetado. Nada de falar em origem e criação do Festival de Areia. Chegariam no meu nome o que Ricardo não aceitava, vetava em esgares, com a boca aberta, o ar vampiresco. Mas teremos o novo fes-tival. O Secretário Chico César, que para disfarçar inventou a moda de pitós em cabelo ruim, será o mestre de cerimônias, certamente. Mais uma condecoração para a glória do governador: a ele a Paraíba passa-rá a dever o Festival de Arte de Areia.
RICARDO COUTINHO – A GRANDE FRAUDE
Considero o governador Ricardo Coutinho uma grande fraude na militância político-partidária e na vida pública paraibana. Falta-lhe ética – atributo primordial da pessoa, que deve determinar e presidir a vida do cidadão. Ele constitui uma ameaça ao projeto democrático, que inspira o empenho da massa na busca de um modelo social justo. A honra, o bem e o mal não existem para Ricardo. A sua conduta ca-racterizada pela imposição e arbítrio de sua vontade deixam bem claro.
Desafio Ricardo a mostrar “folha corrida criminal” dos chefes e chefetes que formaram as suas coligações partidárias. Aí retirarei as minhas afirmações. Ele não tem coragem para tanto. Os corruptos  sempre sustentaram a sua candidatura. Hoje ele se apresenta como líder e comandante da infame bandidagem que ameaça a Paraíba.  Paga com o dinheiro público, portanto rouba do povo, para falarem bem dele, dizerem que ele é diferente. Não é diferente coisa nenhuma. É igual a muitos e pior do que todos.
A importância do problema consiste no que Ricardo foi, é e no que representa como ocupante de cargos públicos, como detentor de mandato eletivo. Fala-se e todos sabem de cidadãos humildes, de fun-cionários modestos afastados do seu gabinete, colocados injustamente sob suspeição. De lágrimas derramadas por pessoas humildes. Ele mudou de partido político para não debater teses – queria impor unilateralmente a sua opinião. Incensado por bajuladores abandonou as idéias socialistas de sua juventude. A História e a Psicologia como ciências humanas, de Nero a Hitler e Fujimori explicam persona-lidades assim, de intenções sinistras.

OPORTUNISMO E DISSIMULAÇÃO
Ricardo ligou-se com idéias preconcebidas e subalternas, aos movimentos de caráter humanístico que se infiltram no ambiente das lutas sociais contemporâneas, desvirtuando-lhes os objetivos. Consi-dera-os simples massa de manobra. Os artistas, ambientalistas e afi-cionados que o digam.
Aí está Ricardo, “Asa de Corvo... asa de mau agouro... pele de Rinoceronte”de que falou o poeta Augusto dos Anjos. Conquistou mandato eletivo, mas sem programa partidário, indiferente aos princípios éticos que se impõem no relacionamento pessoal ou fun-cional com os que o cercam. Uma excrescência jurídico-democrática, como se vê.
Continuo na minha luta em defesa da ética e da democracia traídas por Ricardo. Adolf Hitler também se dizia amante do seu povo e do seu país. Mas torturava, exterminava grupos humanos e sociais (judeus, ciganos, esquerdistas, homossexuais, deficientes físicos). Levou o mundo à guerra mais cruel da história. Confiram, ele é o retrato de Ricardo. Sugiro e indico a programação da “TV Escola” principal-mente, na exibição de documentários que tratam dos crimes praticados pelo nazismo. Ali está a crônica ricardiana.
Adverti Ricardo que ele poderia, como de fato o faz, controlar a mídia do jabá – a que se vende – mas não calaria a boca do cidadão independente que utiliza a liberdade da internet para denunciar os escândalos das suas gangs, que operaram a “Coligação Cano de Esgoto” como escoadouro dos detritos morais da vida pública parai-bana. Ai estão os blogueiros para desmascará-lo como o fazem todos os dias. Vejam no meu blog Prosa Caótica – UOL eilzomatos.zip.net, e elzopb.blogspot.com. Essa onda de processar judicialmente os jornalis-tas, é apenas uma simulação, ele bem o sabe, não o isentará de res-ponsabilidade nos crimes por ele cometidos. E tem aquela afirmação que se pode enganar alguns ou muitos por algum tempo, mas é im-possível enganar todos o tempo todo.
É um fato reconhecido historicamente a presença de intelectuais, de operadores da midia que se colocam à serviço dos tiranos. Eles virão em ataques violentos ao meu nome, em defesa de Ricardo, pagos com dinheiro do orçamento público desviado de sua destinação social. Defender-me-ei. Falarei a língua do povo – a da verdade. Que venham.
Fz. Lagoa de Baixo, sertão do Peixe/Piranhas, setembro de 2011.
                                                           EILZO  MATOS













* O escritor e jornalista Humberto de Campos, da Academia Brasileira de Letras, registrou um momento doloroso e trágico vivido pelas nações quando nascia o nazismo na Europa. No seu livro póstumo “Sepultando Os Meus Mortos”, falou da “franqueza brutal de Goering” ao afirmar que “Os homens do Governo não precisam de cultura”; e registrou a declaração insolente de Hitler ao ser convocado para uma reunião do ga-binete alemão em crise: “− Só entraremos em negociações com a condição de assu-mirmos as responsabilidades integrais do poder”. “Hitler não era, porém, um homem só...”; e conclui com uma verdade tirada de suas leituras e reflexões, que eu destaco :  “Os cadáveres em putrefação têm, cada vinte e quatro horas, o seu verme novo. A Civilização apodrece. Hitler é o verme do dia”. Algo parecido acontece na Paraíba de hoje.






Festival de Arte de Aeia


Ver imagem em tamanho grande           Ver imagem em tamanho grande          Ver imagem em tamanho grande          Ver imagem em tamanho grande          Ver imagem em tamanho grande


RICARDO COUTINHO, O VERME DO DIA.*
O FESTIVAL DE ARTE DE AREIA.  RENASCIMENTO DO NAZISMO NA PARAÍBA.

Eis um político que disputa e exerce o poder com métodos de bandoleiro e agressividade de assaltante, para quem as palavras não têm valor, a verdade não se distingue da mentira. Vade retro! A sua presença no governo confirma a minha afirmação. A sua ficha criminal semelha as de tarados famosos, apresentadas em programas de tv com rolos de papel estendidas nas salas de delegacias de polícia. O nosso governador boca torta nada fica a dever a mafiosos do tráfico, do con-trabando, da prevaricação, do estelionato e vai por aí,
         Indivíduo de feições notadamente lombrosianas, e de compor-tamento político-social que mostram e explicam a crueldade nazista dos seus atos, e cresce na Paraíba este sujeito que carrega no caráter todos os traumas que marcaram dramas familiares que encheram a sua vida, e também psicológicos, transformados em patologias que a juventude pobre acarretou. Pesa sobre ele, o que não é comum aos de-mais, esta marca indisfarçável. O problema é que a maldade marcou a sua personalidade. Agora leva para o canto da parede os intelectuais que recebem do seu governo o jabá para a feira. E eles servilmente baixam a cabeça. Leiam o texto explicativo a seguir.
O FESTIVAL DE VERÃO DE AREIA.
         Em discurso na tribuna da Assembléia Legislativa no dia 14 de março de 1974 (Anais) ofereci uma denominação à cidade: Areia, Cidade Relíquia da Paraíba. Fazia-o em nome de sua história, de sua cultura, do seu passado. E propus a realização ali de um Festival de Verão, aproveitando o exemplo do que se fazia em Ouro Preto com o seu Festival de Inverno. Vivíamos os anos de chumbo do regime militar, e o evento funcionaria como “respiradouro” para a livre manifestação do pensamento, então censurado. A figura ímpar e o prestígio nacional do areiense José Américo de Almeida, filho do lugar, que fora vítima do chamado Estado Novo, emprestaria o seu apoio, certamente. 
         Nas notas do Tabelionato do comendador José Henrique, ao meu lado, e do cel. José Rufino de Almeida, desembargador Aurélio de Al-buquerque, padre Rui Vieira, Manoel Gouveia e outros presentes, ins-tituímos a Fundação Cultural Areia (FUNCULARE), que cuidaria dos tesouros da cultura local. O então governador Ivan Bichara deter-minou à Secretaria de Educação e Cultura convocar pessoal, fixar normas para a realização dos encontros. Nomes nacionais destacados na imprensa, no teatro, no cinema, na literatura, nas ciências sociais defenderam as suas idéias, apresentaram as suas teses nos festivais realizados.
         Na Assembléia Ligislativa, nos jornais e estações de rádio, per-durou em repetidas referências, alusões ao assunto. Vale a pena con-ferir. Infelizmente o desinteresse de alguns gestores públicos, levaram ao encerramento dos eventos. Mudaram de cidade a sua realização, pararam por fim.
O FESTIVAL DE 2011 E O CELULAR
         Como fala a linguagem literária, encontrava-me posto em sos-sego entregue às minhas modestas tarefas rurais, quando fui chamado ao telefone celular pelo famoso agitador cultural e meu amigo, o historiador José Octávio de Arruda Melo. Comunicou-me o renas-cimento do festival, e que eu tinha sido escolhido para fazer o discurso de abertura como seu criador. Entre milhares (milhares, sim senhor) de referências ao fato, todas valiosas para mim, guardo carta do inesquecível Horácio de Almeida e o título de cidadania proposto pelo prefeito Élson Cunha Lima, que me outorgou unanimemente a Câma-ra Municipal, pela minha contribuição para o reerguimento dos valores culturais do histórico município, e que recebi em sessão solene.  
         Vivendo aqui no sertão, conduzo-me conforme a sabedoria local externada pelos seus mais conspícuos representantes: o coronel, o pa-dre, o juiz, o vaqueiro, o violeiro, o sem terra e poucos mais. Assim, refiro o que me adverte sempre o meu vaqueiro Neguinho (branco): o telefone celular é uma pinóia, um mau augúrio, mudou de vez o mundo. É verdade. Pois na gagueira costumeira, mortalmente ferido o amigo José Octávio através deste equipo eletrônico, confessou que a escolha do nome como orador da abertura do festival, depois de apro-vado, fora vetado. Nada de falar em origem e criação do Festival de Areia. Chegariam no meu nome o que Ricardo não aceitava, vetava em esgares, com a boca aberta, o ar vampiresco. Mas teremos o novo fes-tival. O Secretário Chico César, que para disfarçar inventou a moda de pitós em cabelo ruim, será o mestre de cerimônias, certamente. Mais uma condecoração para a glória do governador: a ele a Paraíba passa-rá a dever o Festival de Arte de Areia.
RICARDO COUTINHO – A GRANDE FRAUDE
Considero o governador Ricardo Coutinho uma grande fraude na militância político-partidária e na vida pública paraibana. Falta-lhe ética – atributo primordial da pessoa, que deve determinar e presidir a vida do cidadão. Ele constitui uma ameaça ao projeto democrático, que inspira o empenho da massa na busca de um modelo social justo. A honra, o bem e o mal não existem para Ricardo. A sua conduta ca-racterizada pela imposição e arbítrio de sua vontade deixam bem claro.
Desafio Ricardo a mostrar “folha corrida criminal” dos chefes e chefetes que formaram as suas coligações partidárias. Aí retirarei as minhas afirmações. Ele não tem coragem para tanto. Os corruptos  sempre sustentaram a sua candidatura. Hoje ele se apresenta como líder e comandante da infame bandidagem que ameaça a Paraíba.  Paga com o dinheiro público, portanto rouba do povo, para falarem bem dele, dizerem que ele é diferente. Não é diferente coisa nenhuma. É igual a muitos e pior do que todos.
A importância do problema consiste no que Ricardo foi, é e no que representa como ocupante de cargos públicos, como detentor de mandato eletivo. Fala-se e todos sabem de cidadãos humildes, de fun-cionários modestos afastados do seu gabinete, colocados injustamente sob suspeição. De lágrimas derramadas por pessoas humildes. Ele mudou de partido político para não debater teses – queria impor unilateralmente a sua opinião. Incensado por bajuladores abandonou as idéias socialistas de sua juventude. A História e a Psicologia como ciências humanas, de Nero a Hitler e Fujimori explicam persona-lidades assim, de intenções sinistras.

OPORTUNISMO E DISSIMULAÇÃO
Ricardo ligou-se com idéias preconcebidas e subalternas, aos movimentos de caráter humanístico que se infiltram no ambiente das lutas sociais contemporâneas, desvirtuando-lhes os objetivos. Consi-dera-os simples massa de manobra. Os artistas, ambientalistas e afi-cionados que o digam.
Aí está Ricardo, “Asa de Corvo... asa de mau agouro... pele de Rinoceronte”de que falou o poeta Augusto dos Anjos. Conquistou mandato eletivo, mas sem programa partidário, indiferente aos princípios éticos que se impõem no relacionamento pessoal ou fun-cional com os que o cercam. Uma excrescência jurídico-democrática, como se vê.
Continuo na minha luta em defesa da ética e da democracia traídas por Ricardo. Adolf Hitler também se dizia amante do seu povo e do seu país. Mas torturava, exterminava grupos humanos e sociais (judeus, ciganos, esquerdistas, homossexuais, deficientes físicos). Levou o mundo à guerra mais cruel da história. Confiram, ele é o retrato de Ricardo. Sugiro e indico a programação da “TV Escola” principal-mente, na exibição de documentários que tratam dos crimes praticados pelo nazismo. Ali está a crônica ricardiana.
Adverti Ricardo que ele poderia, como de fato o faz, controlar a mídia do jabá – a que se vende – mas não calaria a boca do cidadão independente que utiliza a liberdade da internet para denunciar os escândalos das suas gangs, que operaram a “Coligação Cano de Esgoto” como escoadouro dos detritos morais da vida pública parai-bana. Ai estão os blogueiros para desmascará-lo como o fazem todos os dias. Vejam no meu blog Prosa Caótica – UOL eilzomatos.zip.net, e elzopb.blogspot.com. Essa onda de processar judicialmente os jornalis-tas, é apenas uma simulação, ele bem o sabe, não o isentará de res-ponsabilidade nos crimes por ele cometidos. E tem aquela afirmação que se pode enganar alguns ou muitos por algum tempo, mas é im-possível enganar todos o tempo todo.
É um fato reconhecido historicamente a presença de intelectuais, de operadores da midia que se colocam à serviço dos tiranos. Eles virão em ataques violentos ao meu nome, em defesa de Ricardo, pagos com dinheiro do orçamento público desviado de sua destinação social. Defender-me-ei. Falarei a língua do povo – a da verdade. Que venham.
Fz. Lagoa de Baixo, sertão do Peixe/Piranhas, setembro de 2011.
                                                           EILZO  MATOS













* O escritor e jornalista Humberto de Campos, da Academia Brasileira de Letras, registrou um momento doloroso e trágico vivido pelas nações quando nascia o nazismo na Europa. No seu livro póstumo “Sepultando Os Meus Mortos”, falou da “franqueza brutal de Goering” ao afirmar que “Os homens do Governo não precisam de cultura”; e registrou a declaração insolente de Hitler ao ser convocado para uma reunião do ga-binete alemão em crise: “− Só entraremos em negociações com a condição de assu-mirmos as responsabilidades integrais do poder”. “Hitler não era, porém, um homem só...”; e conclui com uma verdade tirada de suas leituras e reflexões, que eu destaco :  “Os cadáveres em putrefação têm, cada vinte e quatro horas, o seu verme novo. A Civilização apodrece. Hitler é o verme do dia”. Algo parecido acontece na Paraíba de hoje.






terça-feira, 23 de agosto de 2011

Notas da Fazenda


EDUARDO SUPLICY, CRISTOVAM BUARQUE E OUTROS DESLOCADOS
                                                                            Eilzo Matos
No Brasil 92% das escolas dispõem de computadores nas salas, mas somente 4% são acessíveis aos alunos. Deu na TV. Eis um país verda-deiramente glorioso e destinado ao milagre do futuro! Negócio para quem vende, incerteza para quem se destina.
A ascensão feminina, entre nós, entregou aos homens as tarefas domésticas. Quando alguns insistem na representação vaidosa da socie-dade, mostram-se desajustados, deslocados. É lamentável, mas é preciso reconhecer. No Senado, gaguejando Eduardo Suplicy justifica erros do governo, parecendo um avô gá-gá coonestando as bandidagens dos netos; Cristovam Buarque com os olhos roídos (na incontida vaidade de tudo saber e definir) reedita o samba do crioulo doido, e propõe introduzir na Constituição uma cláusula pétrea garantindo o direito do cidadão à fe-licidade. Verdade mesmo. Por seu turno, enrolado como o falecido e primoroso Pita prefeito de São Paulo, Lindberg Farias acena com a pos-sibilidade de equilíbrio na luta entre os contrários na sociedade. Cer-tamente absorvido na pintura da cara, não lhe sobrou tempo para a leitura de texto que supúnhamos do seu conhecimento: A Miséria da Filosofia, de Karl Marx. O remédio é esperar, para ver no que dá. 
O Estado, historicamente, não se tem revelado como entidade ética no seu fundamento filosófico apenas o anunciam como tal. Seria algo pretendido, platônico como na teoria da caverna, ou aprioristicamente kantiano? Indago-me: errada compreensão de conceitos de minha parte, ou equivocada avaliação da história?
As teorias sobre o nascimento do poder ou o direito de governar, remontam ao conhecimento da origem dos fenômenos instintivos e na-turais colônias de bactérias, florestas, aglomerados minerais, socie-dades dos homens. Todavia, elas ainda decidem e determinam ali-mentadas, movidas pela necessidade material de compensação. Daí a inegável atualidade de Rousseaux, de Malebranche... Nada, entretanto, freudiano ou nietzcheano simplesmente experimentação ou manifesta-ção dialética da evolução no relacionamento entre indivíduos e entre estes e instituições, algumas adrede organizadas. Vivemos, lamenta-velmente, a Era das Reticências... Da dissimulação, diria melhor. Aí está o PT no poder, governando. A esperança resta na coragem de Dilma que vem de longe, não costuma tergiversar.
Porventura a intuição indica e explica a realidade objetiva? O que vem a ser conduta socialmente relevante, válida também do ponto de vista do indivíduo? Uma prática recente, leviana, valorizada pela midia, criou o sentimento de coletivização “globalização” de identidades a inclusão social. Perdeu-se o indivíduo? E as sociedades organizadas rea-lizam o interesse de um, de alguns, ou de todos?
Tratando de tempo historicamente recente, falaram os soviéticos no internacionalismo proletário que permitiria a construção da paz, da de-mocracia, algo fundado no marxismo-leninismo; e também destinado à realização de um projeto; seria este, o fruto da intuição ou do revanchis-mo, ou da imprudência? Eu pergunto.
Vi na TV (sempre ela), um renomado ator negro afirmar que dis-cordava do sistema de "cotas" asseguradas aos afro-descendentes para ingresso na universidade. Ideal para ele seria a conquista de espaço disputando com todos, inclusive com os brancos (justo racismo, não?). Re-conhecia, entretanto, que era necessária a melhoria e mudança radical para aprimorar as instituições de ensino localizadas nas áreas pobres, na periferia geralmente onde moram os negros.
Tal não se vê, nem é o que a ideologia dominante estimula e pratica, muito menos permite. Pedagogia inadequada e ineficiente na periferia, eis a questão. Não seria o caso de reciclar tais escolas, ou de assegurar somente, indiferentemente a presença dos seus titulados capengas, entre os das melhoras escolas?! A nova ordem mundial, recentíssima, para confundir incita e excita a circulação de novos conceitos que se des-mentem na sua realização e na própria origem. Que fazer? Buscar em Lênin, Gramci, FHC, Lula a sua explicação?
Primeiro foi a dissimulação da “Lei Fleury” para diminuir o recolhi-mento de detentos no sistema prisional sobrecarregado.  Agora a “Lei da Rendição” (expressão minha), quando a prisão diária de milhares de infratores das normas penais, esgotou de fato a capacidade do Estado de prender e recolher delinqüentes em prisão fechada. Faliu, capitulou o estado nacional. A operação Morro do Alemão confirma o meu comentário. Ora, reuniram exército, marinha, aeronáutica, polícia federal, bombeiros, polícia civil, polícia militar, força nacional para ocupar uma favela, entre milhares existentes no país, em idêntica situação de insegurança. E as demais, as ruas e praças centrais e suburbanas, as localidades rurais que vivem o mesmo problema?!    ............................

sábado, 16 de julho de 2011

Itamar Franco


O BRASIL DE LUTO COM A MORTE DE ITAMAR FRANCO
Faleceu o grande brasileiro ex-presidente Itamar Franco, que no seu governo criou e ofereceu ao país o Plano Real que o colocou no caminho do desenvolvimento, sem a prática da corrupção hoje dominante na adminis-tração pública federal. Relembro o incidente provocado por grupos arrua-ceiros que invadiram o plenário da convenção do PMDB, depois de depri-mentes cooptações através de suborno de delegados para impedir a sua candidatura. Tudo mandado e coordenado por FHC, assessorado e finan-ciado pelos privatistas de plantão. Preparavam o assalto ao patrimônio nacional, como o fizeram no imoral processo de privatização de serviços e instituições estatais. Assim se apropriaram da Vale do Rio Doce por 3 bi quando vale 430 bi. Coisas da política safada praticada por elementos corruptos e sem caráter que enchem as agremiações partidárias. FHC o mentor, o maior de todos.
*                      *                      *
Rendeu-se mais uma vez o governo à constatação de sua impotência frente à criminalidade no país. A legislação penal factóide e permissiva, a conivência na fraude aos princípios gerais e à ciência do direito, desde a Lei Fleury o demonstra. Pelo ar, pela terra, pelo mar e pelos rios, as forças le-gais são derrotadas no enfrentamento de gangues. A construção de pre-sídios para confinar um número geometricamente crescente de indivíduos presos todos os dias, revela o puro logro do projeto. Agora dispositivo eletrônico vigia delinqüentes soltos no meio da rua. Esta é a nova e humi-lhante comprovação de que é preciso mudar os rumos ou o projeto de go-verno, em curso desde Lula. Como acontece na Colômbia com as FARCs, em áreas inteiras do território brasileiro é vedada a presença do Estado:  favelas, fronteiras, rios, terra e mar. Mas os oportunistas e otimistas sempre retrucam, apelando para o insensato ufanismo: temos campeonatos de variadas modalidades desportivas, desfiles de moda, blogs na internet, mui-tos milhões de universitários, que, lamentavelmente, em face da má formação escolar, do apagão cultural, estão inabilitados para conquistarem empregos. Assim também acontece nas praças e calçadas das malocas africanas, na espoliada América Latina, no Oriente em violenta guerra civil.
*                      *                      *
Uma TV paraibana noticiou decisão da Justiça Desportiva referente ao campeonato de "beach soccer". Escutei assim mesmo, em inglês.
  É de lascar!  Protesto em linguagem antiga, na forma também antiga.
Trata-se de herança de FHC que, apesar de monoglota, dispensava intérpretes para falar com estrangeiros. Mas causava vexames como revelou João Ubaldo Ribeiro. E me indago e aos meus prováveis leitores: “Porventura os norte-ameri-canos diriam futebol de praia ou futebol de areia, usando nossa caipira língua portuguesa? Jamais. O fato explica-se entre nós, outrossim, dada a pedagogia da malandragem que domina o cenário brasileiro, influenciado por mulheres despenteadas de saias frouxas e colares volumosos, de homens de japonesas e de bermudas, no meio da perna, sempre recém-chegados de encontros e seminários, que distribuem à custa do erário livros com frases assim: "nois gosta", “nois vai”. Alegam cumprir um dever “republicano”, porque se trata de inclusão social dos que não aprenderam na família e na escola nada sobre a conjugação dos verbos. Certamente. Talvez em português, porque sabem a significação de expres-sões e frases em inglês.
 
*                     *                      *
Apesar de tudo impõe-se a manutenção de políticas de inclusão social. Constata-se, todavia, que o governo está impedido de executar projetos quer de interesse geral quer de categorias sociais ou de pessoas. Tudo depende de recursos orçamentários, controlados pelos patrões de FHC, credores da dívida do país, que priorizam o recebimento de juros. Nada de investimento e programas que interfiram na atual participação em percentuais do PIB. Comenta-se que os juros de mais de 10% a.a, levam à desendustrialização do país, desempregam os cidadãos.
 
*                     *                      *
 
No Planalto, na Câmara e no Senado, nas conchamblanças minis-teriais falam em parar o êxodo rural. Impossível com o assistencialismo estimulado pela teconocracia lulista e ampliado por Dilma. Doido é quem fica no mato em rancho, sem estrada, sem hospital, sem transporte, sem cesta básica, bolsa escola, cegonha, celular, cultural, pão, leite e cuscus. Na cidade tem tudo isto e mais seguro safra sem plantar roça, minha casa, luz para todos etc. Não se comentam mais direitos trabalhistas. Para o governo vale a ascensão de classe dos cidadãos antes trabalhadores agora consu-midores. Logo mais não haverá nada a incluir. Só nos restará a política da exclusão violenta do que quer que seja. Nada mais de plenárias viciadas.
*                     *                      *
Interdisciplinaridade eis noção e princípio urgentes a ser adotada pelo governo na formulação e execução de políticas públicas para realização da liberdade e da democracia. Basta de patrocinar a vaidade de super-ministros, de núcleos duros, de compadres e amigos, de reservar faixas de domínio partidário na condução da administração pública.
*                      *                      *
Publicado por Tião Lucena em 08.07.2011 

“PROCURADOR PEDE CONDENAÇÃO DE 37 RÉUS DO MENSALÃO. Roberto Gurgel pediu absolvição de Luiz Gushiken por falta de provas. Expectativa é de que réus sejam julgados pelo STF ano que vem.O pedido de condenação para 37 acusados foi mantido. Entre eles estão o ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu, os deputados federais João Paulo Cunha (PT), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, e Valdemar Costa Neto, secretário-geral do PR, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente do PTB, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, e o publicitário Marcos Valério. Gurgel tirou Luiz Gushiken da lista de acusados alegando que não há provas contra o ex-ministro do governo Lula. O próximo passo do caso que ficou conhecido como escândalo do mensalão, em que parlamentares teriam recebido propina para votar a favor de projetos de interesse do governo Lula, será o voto do relator Joaquim Barbosa, do STF. A expectativa do próprio relator é de que o julgamento só ocorra no ano que vem”.  Por onde eles andam? No governo ou na opo-sição?     ........................................................