sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Entrevista Blog do Tião






ENTREVISTA BLOG TIÃO LUCENA, - I
02-11-2011
1 -  Como é a vida de um intelectual dentro das brenhas do Piancó?
R - Desculpe se me alongar nas respostas. Você autorizou. Tenho de aproveitar a “chancha”. Tião, esta questão de “brenhas”, está mais ligada ao cangaço (você princesense sabe como era e que já passou), é uma romântica memória citadina, depois ilustrada pelos filósofos modernos como “aldeia rural” transformada mercê do desenvolvimento tecnológico da comunicação em “aldeia global” de modelo capitalista. De sorte que as minhas “brenhas” são na verdade, ambiente bastante animado, povoado de aparições: radio, tv, celular, computador, que nos conectam com o mundo. E geladeiras e microondas. Está, na frente da minha casa, somente, a ilha vegetal, o esquisito capão de mato. Surgiu como uma epígrafe, num tempo de minha vida ─ um símile extravagante  ─ quando já avançado na idade me mudei da cidade para a fazenda num “acidente de percurso”: eu um citadino, menino de rua, de circo, de grupo escolar, de igreja, um estranho no lugar, que ali a minha presença noutro tempo era vilegiatura, ocasional, não era voltada para o trabalho e o dinheiro, motor das mudanças sociais, de que se ocupavam os proprietários de terra e os seus confinados moradores. Proprietário por herança, arrendada, meu pai não cuidava da terra, mas do comércio, preferia os ares da cidade, depois o irmão deputado o fez servidor público.
2 - Você já foi deputado no tempo dos tupamaros. Por que nasceram os tupamaros e o que o grupo fazia?
R - Em breve notícia autobiográfica, alinhei referências sobre a minha participação na política partidária da minha cidade e do Estado, que teve início na Década Sessenta, ao lado de Clarence Pires, Antonio Mariz, Romeu Gonçalves, Otacílio Silveira e outros conterrâneos e amigos ligados a João Agripino. Em eleições seguidas marchamos numa frente de atuação comum, tendendo às posições ditas de esquerda no cenário nacional. A história local confirma os lances dessa militância político-partidária. Foi no tempo que João deixava o governo e o substituía o seu correligionário (UDN-ARENA) Ernani Sátiro escolhido em eleição indireta. Os dois não guardavam simpatia recíproca e os seus amigos também. No discurso de posse, certamente incomodado com a popularidade de João, Ernani disparou: “Sucedo um amigo e companheiro de partido, mas deixo claro que o meu governo não é papel carbono”. Dito e feito. Instalado o novo governo, o atilado deputado Edvaldo Mota que fazia oposição a Ernani em Patos, sentindo-se enfraquecido pela ascensão do seu adversário, num lance de esperteza, xeretou, cooptou, reuniu as “viúvas de João” para fortalecer a sua posição. Inexperiente no exercício do meu primeiro mandato, e o valoroso Waldir Lima por razões que só Deus sabe (depois Ernani qualificou-o de exasperado, que ele contestava aos berros) entramos de graça na querela patoense. Aí também funcionou a malandragem de Manoel Guadêncio e Johnson Gonçalves, que levaram as candidaturas de Álvaro deputado federal e Múcio Sátiro deputado estadual, em nome do novo governo, para catar votos em Sousa. Um era Chefe da Casa Civil o outro Oficial de Gabinete de Ernani, e profissionais no ramo da encrenca. E quantas dificuldades me criaram. Imagine que eu encaminhava e o governador atendia e solucionava  reivindicação da região, e o telegrama que lá chegava era de Johnson!
3 - De repente você abandonou a política, quando dizem que quem entra nela não sai. Por que?
      R - Constatei na minha breve presença como parlamentar e ocupante de cargos no executivo, que entramos na política em razão de compromissos familiares de chefia local, em nome de idéias e interesses alheios, movidos pelo que chamamos espírito público, voltados para a realização de projetos grandiosos, de realizações no campo da administração. Isto logo desaparece, e permanecemos na cena, eu pelo menos, por mero capricho, para mostrar prestígio e coragem, para não ceder espaço, para figurar na linha dos titulares do poder político. A ideologia pouco representa para a maioria, mas o dinheiro vale muito e eu não o tinha. Afastei-me. Como afirmei em outras oportunidades, ao longo de minha vida, amadureci idéias, conceitos, convicções. Muito jovem, ainda, aí pelos dez anos de idade, a candidatura de um parente (Manoel Mariz de Oliveira, tio-afim) a deputado estadual pelo Partido Comunista, chamou a minha atenção para os valores sociais, em razão das discussões sobre o assunto no seio da família. Farta era a literatura socialista na sua casa a que tive acesso. A nossa cidade, estava na época submetida às exigências e ao domínio tutelares da Igreja Católica Apostólica Romana que “amparava as oligarquias mediante o controle do movimento sindical e popular, deles expurgando qualquer traço esquerdizante, fosse radical, socialista, comunista ou mesmo liberal maçônico”, como acentua o historiógrafo José Octávio. Afortunadamente para nós, em Sousa nasceu uma escola política fundada na ética, o “marizismo”, que a Paraíba conheceu. Sem demérito para outros que dela participaram, lembrarei três nomes representativos que a integraram João Agripino, Antonio Mariz e Otacílio Silveira: o primeiro, João, pelas qualidades pessoais de liderança e também pelo respeito à moralidade na gestão da coisa pública; o segundo, Antonio, à par de idênticas qualidades, destacou-se pelas convicções socialistas do seu pensamento e de suas ações, revelados nas posições adotadas no exercício dos mandatos de prefeito, deputado, senador e governador do Estado que o povo lhe conferiu. Quanto ao terceiro, Otacílio Silveira, somava àquelas qualidades evidenciadas, a dedicação ao estudo, a soma de conhecimentos que possuía pronto para incentivar, orientar e participar das tarefas comuns, e, a eficiência na sua execução. Eles honraram a vida pública paraibana, deixaram um legado de inestimável valor moral, razão pela qual não devemos esquecê-los, e lembrá-los sempre, para motivar as novas gerações, hoje atraídas pelo oportunismo e o imediatismo da vida moderna.
Considero um dever, para a avaliação de minha efetiva participação na luta política que dominava o país, frisar que, estudante da Faculdade de Direito do Recife, a minha militância levou-me, na aliança operário-estudantil, em algumas oportunidades, a entrincheirar-me nos piquetes de violentos protestos do proletariado pernambucano, nas greves da “Tecelagem de Macaxeira”, do Sindicato dos Comerciários, na Rua da Imperatriz, dialogando eventualmente com Miguel Arrais, Gregório Bezerra, Chico Julião, David Capistrano e ouros líderes destacados da esquerda. Os ideais reconhecidamente “apaixonantes e otimistas do marxismo-leninismo e os triunfos imperiais dos exércitos do generalíssimo” na Segunda Guerra Mundial infundiam persuasão, esperanças e protestos na juventude que comentava e estudava a história nas universidades, através de leituras, na imprensa, de debates nos encontros político-culturais. Passei, por fim, como cidadão e profissional, a vivenciar os problemas do povo e do país, na urgência do momento, do agora. Buscava um modelo na história brasileira e encontrei-o no reformismo constitucional, dúbio é verdade, que nos legou a chamada Revolução de Trinta. Lutava como ainda hoje o faço, por um governo nacionalista no âmbito da cultura e da economia. Mas, igualmente fraterno, como anunciava o internacionalismo proletário prometido pelo socialismo de estado em voga.
     4 - E o escritor Eilzo Matos, continua produzindo?
   R - A leitura e a reflexão tomam o tempo que me sobra das encrencas (seca, formigueiros, morcegos, saúde do rebanho, etc) rurais. E a internet permite através da chamada “rede social”, um contato com amigos ligados ao jornalismo e às letras. Mantenho um blog onde divulgo semanalmente breves comentários e ensaios sobre o cotidiano e questões do nosso tempo. Penso reeditar o romance “Viajantes do Purgatório” com apresentação de Evandro Nóbrega e o segundo tomo do “Prosa Caótica – jornal, ensaios, textos escolhidos”.
      5 - Parece que você anda meio desiludido com a Academia. Não gostou de ter virado imortal?
      R - Ali encontrei velhos amigos e conhecidos militantes no mundo das letras. Nada contra a instituição. Um ambiente de fato estimulante para a discussão e elaboração de projetos culturais. Mas contido por interesses outros que também povoam o mundo das letras. Pessoas notáveis. E foi-me dada oportunidade de ocupar a cadeira que pertencera ao intelectual Luiz Augusto Crispim, um dos primeiros nomes que avistei na literatura viva paraibana. Ao chegar do Recife, retornando do longo período de aprendizado intelectual e militância política na velha Faculdade de Direito, a vida partidária em Sousa empurrou-me como deputado estadual para João Pessoa – cidade estranha para mim, que me tornara muito ligado a Pernambuco, desde os últimos anos do ginásio. A Paraíba era representada e lembrada por alguns conterrâneos que lá estudavam, se empregavam para ganhar a vida. Somente. Reiniciei, então, em João Pessoa, antiga convivência com o literato boêmio Virgínius da Gama e Melo, que conhecera na Mauriceia, num circuito de paraibanos – exilados alguns, indigitados devedores arrolados no arquivo da justiça criminal, campinenses principalmente: Gaudêncios, do Ó, Agra, Figueiredo, Rego e agregados. Freqüentávamos o bar “A Portuguesa”, agitado pela presença de comerciários, discretos jovens aficionados, escritores e produtores culturais, funcionários públicos, militantes partidários, pessoal ligado à imprensa, fregueses atraídos pelo jornalismo político e literário, praticado ali na proximidade do “Jornal do Comércio” e do “Diário de Pernambuco”, que se vigiavam. Em aqui chegando, à Parahyba, como se diz, ou melhor, dizem os perrepistas, integrei-me ao meio artístico-cultural. Participei de reuniões, compareci a conferências e debates. Escrevi para jornais. Tomei conhecimento de uma tese sobre literatura, divulgada em publicação recente, de autoria do jovem escritor Luiz Augusto Crispim – na linha do pensamento marxista do húngaro Georg Lukács, figura comentada e obrigatória ao lado de Sartre nos saraus literários dos comunistas e esquerdistas pernambucanos que eu frequentara. Dele me aproximei, ele prefaciou meu livro de versos “A Face do Tempo” e cultivamos grande amizade. Como você vê terminei imortal. O mais é coisa de “despeitado” como acentuavam os saudosos amigos Caixa Dágua e Mocidade, estes de fama imorredoura na memória da nossa Capital das Acácias, como cantou o meu colega de Faculdade no Recife, o poeta Jomar Souto. Veja você que fui convocado pelo presidente da casa para fazer o protocolar discurso, passados os 30 dias do falecimento do acadêmico Gláucio Veiga, uma sumidade no mundo das letras jurídicas, da filosofia, da literatura (célebres são as suas “proustianas” notas publicadas no Diário de Pernambuco em 1949). Conheci-o  no Recife: eu estudante ele professor na Faculdade de Direito. Foi o mais vigoroso combatente da ideologia e das investidas do nazismo em Pernambuco durante a Segunda Guerra Mundial. Era conhecido nas rodas da escola como o “cabo marxista” como registra José Rafael de Menezes, e ele afirma que, deixando as fileiras do exército brasileiro a que servira: “Entrava na vida civil com a ortodoxia marxista-leninista” na pág 9 do seu tratado “História das Idéias na Faculdade de Direito do Recife”, dedicando ainda o III volume da obra citada ao coronel Clauss Von Stauffenberg, fuzilado por comandar a chamada “Operação Valkiria” que disparara uma bomba no gabinete de trabalho de Hitler, na tentativa de assassiná-lo. Pois fui contestado pelo acadêmico Joacil de Brito Pereira e pelo presidente Juarez Farias por ter feito tais referências, em plena sessão solene. Revidei que eles tinham a imprensa e a revista da academia e me contestassem, pois eu não mudaria uma virgula no discurso escrito. Fui informado depois que a jornalista Gisa Veiga, que não conheço pessoalmente, sobrinha de Gláucio, contestou entre amigos o meu discurso. O que disse está dito, as referência alinhadas.
6 - Você foi partidário de Ricardo Coutinho e de repente rompeu. Ricardo deixou de prestar pra você?
R – Em política o meu compromisso é com a liberdade e a democracia e acho que é possível encontrá-la. Concordo com Norberto Bobbio que “A democracia não goza no mundo de ótima saúde, mas não está à beira do túmulo.” Não se trata de “otimismo ingênuo” como adverte o seu tradutor Marco Aurélio Nogueira, que completa: “Apesar de seus defeitos, a democracia permite a esperança, pois pode ser melhorada.” Esta é também a minha crença. Invisto contra todos que pela esquerda e pela direita, de forma antidemocrática, enganam o povo, traem compromissos assumidos de forma solerte e criminosa, como o fizeram Franco, Salazar, Pinochet, Fujimori e outros conhecidos genocidas, que servem de modelo inspirador a tipos como Ricardo Coutinho. Não me incluo entre os mais capazes, os mais isentos e imparciais. Quem não cometeu desacertos na vida? Se os cometi, todavia, não foram de natureza a me incluir no rol dos culpados ou processados pela justiça pública, objeto de investigação pela polícia judiciária, criminal, de receber na imprensa falada, escrita e televisionada a acusação, a pecha de estelionatário, de corrupto como os integrantes das coligações partidárias articuladas e arregimentadas pelo governador, mestre na dissimulação, na desfaçatez. E a sua presença no rol dos indiciados, dos processados, dos condenados. Este é o seu mal. É essa a sua decantada ética? Prossigo na minha luta, confortado pelas palavras do sociólogo Darcy Ribeiro, referindo-se à derrota de seus projetos em prol dos índios, de uma universidade livre: “Os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”. Sem outro relacionamento, além de determinação e conveniência partidária fiz dobradinha com Ricardo nas eleições de 2006, votados em Cajazeiras e Sousa por alguns filiados, com parede pintada e tudo. Aliás, como se diz, saí candidato a deputado federal atendendo instâncias de Avenzoar, no intuito de ajudar a eleição de Lula com alguns votos que arrancasse dos meus amigos conservadores. Só. “Se aceitarmos a legitimação adulatória de uma nova ditadura, a política não será mais do que o palco de um pseudo-debate entre partidos que exageram a dimensão de pequenas diferenças para melhor dissimular a enormidade das submissões e proibições que os unem...  Neste mundo globalizado e totalitário, poderemos ainda, os jornalistas e intelectuais, ser o contra-poder, a voz dos sem-voz? Reconfortar os que vivem no conforto? Como fazer isso quando alguns de nós já pertencem à classe dominante?” (Sérgio Halimi)
Ricardo tem quase toda a imprensa cooptada, conjurada, sugando as tetas dos cofres públicos, voltada em seu favor. Nos últimos anos, nos governos FHC e Lula cancelei sucessivamente, a minha filiação partidária ao PMDB e ao PT, e filiei-me ao PSB. Divulguei as razões que determinaram a minha decisão, na internet e na imprensa escrita,[1] e em manifestos e conclamações ao povo brasileiro, definindo tarefas que exigiam a nossa decidida integração numa frente de luta comum. Em relação a Ricardo um erro tático: ele percebeu eu não coonestaria a sua conduta fraudulenta.
Ocupei a “tribuna do cidadão” na Câmara Municipal de Sousa e os auditórios de universidades paraibanas (UFPB, UFCG, UEPB e UNIPE) convocando os cidadãos para a luta contra o processo imoral e lesa-pátria de privatizações do governo Fernando Henrique, a recuperação da ética como padrão de conduta dos homens públicos brasileiros. Por último, promovi debates sobre idéias discutidas pelos filósofos modernos Norberto Bobbio e John Rawls, a discussão dos programas partidários essenciais para compreensão do homem, da problemática política dos estados contemporâneos, que nos envolve.  De tudo foi notificado Ricardo que ignorou o chamamento, a convocação.
Na nossa Paraíba, por tais motivos, elevavam-se a cada dia as manifestações de rejeição aos candidatos a senador, patrocinados pelas facções partidárias que manipulam as chaves dos cofres públicos: PSDB, PT, PSB, PMDB, DEM para citar apenas estes. Como opção partidária, como anunciara anteriormente, sugeri ao partido ter um candidato a senador. Ricardo preferiu o corrupto Ney Suassuna que vendeu a honra da Paraíba arquivando no Senado a CPI que indiciava o Chefe de Gabinete de FHC Eduardo Jorge arrecadador das propinas recebidas pelo presidente. Foi nomeado ministro e demitido antes de 90 dias pela prisão de seus assessores com suspeitas e inexplicáveis malas de dinheiro em espécie. E iniciou a sua campanha para governador tendo como coordenador o deputado Armando Abílio, trocado depois pelo senador Efraim, nomes conhecidos na crônica política. -   (Continua)
ENTREVISTA BLOGO DO TIÃO, 02-11-2011 -II
     4 - E o escritor Eilzo Matos, continua produzindo?
          R - A leitura e a reflexão tomam o tempo que me sobra das encrencas (seca, formigueiros, morcegos, saúde do rebanho, etc) rurais. E a internet permite através da chamada “rede social”, um contato com amigos ligados ao jornalismo e às letras. Mantenho um blog onde divulgo semanalmente breves comentários e ensaios sobre o cotidiano e questões do nosso tempo. Penso reeditar o romance “Viajantes do Purgatório” com apresentação de Evandro Nóbrega e o segundo tomo do “Prosa Caótica – jornal, ensaios, textos escolhidos”.
      5 - Parece que você anda meio desiludido com a Academia. Não gostou de ter virado imortal?
      R - Ali encontrei velhos amigos e conhecidos militantes no mundo das letras. Nada contra a instituição. Um ambiente de fato estimulante para a discussão e elaboração de projetos culturais. Mas contido por interesses outros que também povoam o mundo das letras. Pessoas notáveis. E foi-me dada oportunidade de ocupar a cadeira que pertencera ao intelectual Luiz Augusto Crispim, um dos primeiros nomes que avistei na literatura viva paraibana. Ao chegar do Recife, retornando do longo período de aprendizado intelectual e militância política na velha Faculdade de Direito, a vida partidária em Sousa empurrou-me como deputado estadual para João Pessoa – cidade estranha para mim, que me tornara muito ligado a Pernambuco, desde os últimos anos do ginásio. A Paraíba era representada e lembrada por alguns conterrâneos que lá estudavam, se empregavam para ganhar a vida. Somente. Reiniciei, então, em João Pessoa, antiga convivência com o literato boêmio Virgínius da Gama e Melo, que conhecera na Mauriceia, num circuito de paraibanos – exilados alguns, indigitados devedores arrolados no arquivo da justiça criminal, campinenses principalmente: Gaudêncios, do Ó, Agra, Figueiredo, Rego e agregados. Freqüentávamos o bar “A Portuguesa”, agitado pela presença de comerciários, discretos jovens aficionados, escritores e produtores culturais, funcionários públicos, militantes partidários, pessoal ligado à imprensa, fregueses atraídos pelo jornalismo político e literário, praticado ali na proximidade do “Jornal do Comércio” e do “Diário de Pernambuco”, que se vigiavam. Em aqui chegando, à Parahyba, como se diz, ou melhor, dizem os perrepistas, integrei-me ao meio artístico-cultural. Participei de reuniões, compareci a conferências e debates. Escrevi para jornais. Tomei conhecimento de uma tese sobre literatura, divulgada em publicação recente, de autoria do jovem escritor Luiz Augusto Crispim – na linha do pensamento marxista do húngaro Georg Lukács, figura comentada e obrigatória ao lado de Sartre nos saraus literários dos comunistas e esquerdistas pernambucanos que eu frequentara. Dele me aproximei, ele prefaciou meu livro de versos “A Face do Tempo” e cultivamos grande amizade. Como você vê terminei imortal. O mais é coisa de “despeitado” como acentuavam os saudosos amigos Caixa Dágua e Mocidade, estes de fama imorredoura na memória da nossa Capital das Acácias, como cantou o meu colega de Faculdade no Recife, o poeta Jomar Souto. Veja você que fui convocado pelo presidente da casa para fazer o protocolar discurso, passados os 30 dias do falecimento do acadêmico Gláucio Veiga, uma sumidade no mundo das letras jurídicas, da filosofia, da literatura (célebres são as suas “proustianas” notas publicadas no Diário de Pernambuco em 1949). Conheci-o  no Recife: eu estudante ele professor na Faculdade de Direito. Foi o mais vigoroso combatente da ideologia e das investidas do nazismo em Pernambuco durante a Segunda Guerra Mundial. Era conhecido nas rodas da escola como o “cabo marxista” como registra José Rafael de Menezes, e ele afirma que, deixando as fileiras do exército brasileiro a que servira: “Entrava na vida civil com a ortodoxia marxista-leninista” na pág 9 do seu tratado “História das Idéias na Faculdade de Direito do Recife”, dedicando ainda o III volume da obra citada ao coronel Clauss Von Stauffenberg, fuzilado por comandar a chamada “Operação Valkiria” que disparara uma bomba no gabinete de trabalho de Hitler, na tentativa de assassiná-lo. Pois fui contestado pelo acadêmico Joacil de Brito Pereira e pelo presidente Juarez Farias por ter feito tais referências, em plena sessão solene. Revidei que eles tinham a imprensa e a revista da academia e me contestassem, pois eu não mudaria uma virgula no discurso escrito. Fui informado depois que a jornalista Gisa Veiga, que não conheço pessoalmente, sobrinha de Gláucio, contestou entre amigos o meu discurso. O que disse está dito, as referência alinhadas.
6 - Você foi partidário de Ricardo Coutinho e de repente rompeu. Ricardo deixou de prestar pra você?
R – Em política o meu compromisso é com a liberdade e a democracia e acho que é possível encontrá-la. Concordo com Norberto Bobbio que “A democracia não goza no mundo de ótima saúde, mas não está à beira do túmulo Esta é também a minha crença. Invisto contra todos que pela esquerda e pela direita, de forma antidemocrática, enganam o povo, traem compromissos assumidos de forma solerte e criminosa, como o fizeram Franco, Salazar, Pinochet, Fujimori e outros conhecidos genocidas, que servem de modelo inspirador a tipos como Ricardo Coutinho. Não me incluo entre os mais capazes, os mais isentos e imparciais. Quem não cometeu desacertos na vida? Se os cometi, todavia, não foram de natureza a me incluir no rol dos culpados ou processados pela justiça pública, objeto de investigação pela polícia judiciária, criminal, de receber na imprensa falada, escrita e televisionada a acusação, a pecha de estelionatário, de corrupto como os integrantes das coligações partidárias articuladas e arregimentadas pelo governador, mestre na dissimulação, na desfaçatez. E a sua presença no rol dos indiciados, dos processados, dos condenados. Este é o seu mal. É essa a sua decantada ética? Prossigo na minha luta, confortado pelas palavras do sociólogo Darcy Ribeiro, referindo-se à derrota de seus projetos em prol dos índios, de uma universidade livre: “Os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”. Sem outro relacionamento, além de determinação e conveniência partidária fiz dobradinha com Ricardo nas eleições de 2006, votados em Cajazeiras e Sousa por alguns filiados, com parede pintada e tudo. Aliás, como se diz, saí candidato a deputado federal atendendo instâncias de Avenzoar, no intuito de ajudar a eleição de Lula com alguns votos que arrancasse dos meus amigos conservadores. Só. Ricardo tem quase toda a imprensa cooptada, conjurada, sugando as tetas dos cofres públicos, voltada em seu favor. Nos últimos anos, nos governos FHC e Lula cancelei sucessivamente, a minha filiação partidária ao PMDB e ao PT, e filiei-me ao PSB. Divulguei as razões que determinaram a minha decisão, na internet e na imprensa escrita,[2] e em manifestos e conclamações ao povo brasileiro, definindo tarefas que exigiam a nossa decidida integração numa frente de luta comum. Em relação a Ricardo um erro tático: ele percebeu que eu não coonestaria a sua conduta fraudulenta.
Ocupei a “tribuna do cidadão” na Câmara Municipal de Sousa e os auditórios de universidades paraibanas (UFPB, UFCG, UEPB e UNIPE) convocando os cidadãos para a luta contra o processo imoral e lesa-pátria de privatizações do governo Fernando Henrique, a recuperação da ética como padrão de conduta dos homens públicos brasileiros. Por último, promovi debates sobre idéias discutidas pelos filósofos modernos Norberto Bobbio e John Rawls, a discussão dos programas partidários essenciais para compreensão do homem, da problemática política dos estados contemporâneos, que nos envolve.  De tudo foi notificado Ricardo que ignorou o chamamento, a convocação.
Na nossa Paraíba, por tais motivos, elevavam-se a cada dia as manifestações de rejeição aos candidatos a senador, patrocinados pelas facções partidárias que manipulam as chaves dos cofres públicos: PSDB, PT, PSB, PMDB, DEM para citar apenas estes. Como opção partidária, como anunciara anteriormente, sugeri ao partido ter um candidato a senador. Ricardo preferiu o corrupto Ney Suassuna que vendeu a honra da Paraíba arquivando no Senado a CPI que indiciava o Chefe de Gabinete de FHC Eduardo Jorge arrecadador das propinas recebidas pelo presidente. Foi nomeado ministro e demitido antes de 90 dias pela prisão de seus assessores com suspeitas e inexplicáveis malas de dinheiro em espécie. E iniciou a sua campanha para governador tendo como coordenador o deputado Armando Abílio, trocado depois pelo senador Efraim, nomes conhecidos na crônica política. -   (Continua)
UM ROTEIRO DE IDÉIAS  - DOCUMENTOS
Os documentos a seguir, divulgados a partir de 1959, revelam as posições políticas que assumi na Paraíba, os fundamentos filosóficos que as sustentava, a ideologia que as impulsionava. Nasceram da leitura e do conhecimento dos fatos da vida nacional, do conhecimento humano, das minhas reflexões. Vejo na sua evolução a coerência de princípios fundamentais, centrados na razão e no humanismo. 1 – O BRASIL PARA OS BRASILEIROS, revista “Letras do Sertão”, No. 18, pág. 14, outubro 1959, Sousa Paraíba.
2 – CUBA UMA COLÔNIA QUE SE LIBERTOU,  revista “Letras do Sertão”  No. 21, pág 29, janeiro 1961, Sousa Paraíba.
3 – ASPECTOS DA REALIDADE BRASILEIRA, revista “Letras do Sertão” No. 24, pág 7, outubro 1962, Sousa Paraíba.
4 – CADERNOS DO POVO BRASILEIRO, revista “Letras do Sertão”, No. 25, pág. 27, março 1967, Sousa Paraíba.
***
1 – EM DEFESA DO BRASIL – Manifesto lido em ato público em João Pessoa no dia 1º de março de 1999.
2 – FILIAÇÃO AO PT, Nota de esclarecimento. Sousa, novembro de 2001.
3 – FILIAÇÃO AO PSB – Nota publicada no Correio da Paraíba no dia 30 de novembro de 2005.
4 – MOÇÃO PÚBLICA AOS CONVENCIONAIS DO PSB – Publicada no Correio da Paraíba no dia 28 de junho de 2006.
5 – SOBRE ANTONIO MARIZ E O PAVILHÃO DO CHÁ – Publicado no Blog do Tião, 24 de julho de 2006.
E demais textos divulgados em discursos, conferências, artigos e manifestos, alguns publicados em jornais da capital e através da internet no endereço do correio eletrônico eilzopb@yahoo.com.br ; blog, eilzomatos.zip.net.
     7 - Cássio Cunha Lima assume ou não assume o Senado?
R – Difícil arriscar uma afirmação quando o Poder Judiciário encontra-se num “baixo-astral” de fazer medo. Parece que não se julga mais o direito aplicável às demandas, mas as pessoas. É o que comenta a imprensa.
8 - Como você está vendo esse cai cai de ministros no Governo Dilma?
R – Lula buscava resultados em números que revelassem crescimento. Dilma defende a ética como padrão de conduta dos que fazem o seu governo.
9 - A corrupção será debelada um dia deste país?
R – É o que desejam os brasileiros. Mas é preciso lembrar que o neoliberalismo (globalização) permite que o Mercado engula o Estado que cuida do interesses do país e do cidadão. E como o jogador fraudado nos cassinos, o cidadão se desespera na roleta viciada das bolsas de valores, fica abandonado à própria sorte. Só isto mesmo.


5 - 2001 a 2006. eilzopb@newline.com.br; jornais “Correio da Paraíba”, “O Norte”,  “Ä União”, “Jornal da Paraíba”.
5 - 2001 a 2006. eilzopb@newline.com.br; jornais “Correio da Paraíba”, “O Norte”,  “Ä União”, “Jornal da Paraíba”.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011


SALVAR A TVESCOLA, TAREFA URGENTE!

Alerta Presidenta Dilma! Alerta, cidadãos brasileiros! O Mercado ataca, e como sempre avança contra as políticas sociais. Suborna, sabota setores da administração para mostrar a sua fragilidade. Prevaricação criminosa e imperdoável existe no MEC, compromete e desvirtua a programação da TV Escola, que divulga textos e documentos de conteúdo cultural importantes, na formação da consciência nacional. Tal pro-gramação, oriunda dos centros mais desenvolvidos do culturalismo no mundo, e aqui também elaborada,  tratam da pedagogia, da noticia biográfica de sábios e estadistas, dos fatos históricos, da exegese e divulgação através de seminários e debates das grandes questões sociais, dos conceitos que orientam a vida das nações, acima de tudo tratando das ciências, do meio ambiente, da democracia, da liberdade, do humanismo. A prevaricação dos gestores e servidores do MEC torna-se evidente na péssima qualidade técnica do som e da imagem levados ao vídeo. Afugenta os telespectadores que dispõem de som e imagem perfeitas mostrados nos programas da Globo, Bandeirantes e mais tvs comerciais, canais rurais, evangélicos, etc. A imagem  da TvEscola sofre interferências de duplicidade, traços, brilhos inusitados, e reverberações, o som é surdo, sopros, chiados e estouros dificultam o entendimento das matérias comentadas, explicadas. Por que o mesmo não acontece nas outras redes de tv?
E cabem mais perguntas:
Usa o MEC equipamentos sucateados? Os técnicos do MEC não possuem qualificação profissional? Qual a explicação para tamanha irresponsabilidade? Talvez suborno, sabotagem, traição à pátria. Porventura tudo acontece porque não divulga matéria paga para agradar e proteger clientes do Mercado privilegiado? Pode ser. Esperamos que a Dilma Durona, em quem muitos ainda confiam, alerte para este grave problema, tão grave quanto o da corrupção por ela combatida.  Motivar, salvar pela cultura, pelo patriotismo. O estado nação tornou-se estado social, reconhece-se apres-sadamente, sem atentar para a origem do fenômeno. O mundo moderno, mercê dos avanços e conquistas da tecnologia, afirma a prevalência da liberdade e da igualdade de todos. É preciso rejeitar e combater essa matriz mercante, que é o fator que dá lugar à propriedade privada dos modos de produção. Os mecanismos de dominação (neoli-beralismo, globalização) encontrarão sempre, inevitavelmente os seus opostos: na-cionalismos e sectarismos. Assim marcha a história que não se repete, e se o faz, segundo Marx é apenas na aparência sob a forma de tragédias e comédias. Alerta lulistas, sarneistas, efeagacistas et caterva! A marcha é a mesma e mundo nunca será o mesmo.
Salvar a TVescola do MEC, proteger a cultura nacional esta é uma tarefa urgente.

SALVAR A TVESCOLA, TAREFA URGENTE!

Alerta Presidenta Dilma! Alerta, cidadãos brasileiros! O Mercado ataca, e como sempre avança contra as políticas sociais. Suborna, sabota setores da administração para mostrar a sua fragilidade. Prevaricação criminosa e imperdoável existe no MEC, compromete e desvirtua a programação da TV Escola, que divulga textos e documentos de conteúdo cultural importantes, na formação da consciência nacional. Tal pro-gramação, oriunda dos centros mais desenvolvidos do culturalismo no mundo, e aqui também elaborada,  tratam da pedagogia, da noticia biográfica de sábios e estadistas, dos fatos históricos, da exegese e divulgação através de seminários e debates das grandes questões sociais, dos conceitos que orientam a vida das nações, acima de tudo tratando das ciências, do meio ambiente, da democracia, da liberdade, do humanismo. A prevaricação dos gestores e servidores do MEC torna-se evidente na péssima qualidade técnica do som e da imagem levados ao vídeo. Afugenta os telespectadores que dispõem de som e imagem perfeitas mostrados nos programas da Globo, Bandeirantes e mais tvs comerciais, canais rurais, evangélicos, etc. A imagem  da TvEscola sofre interferências de duplicidade, traços, brilhos inusitados, e reverberações, o som é surdo, sopros, chiados e estouros dificultam o entendimento das matérias comentadas, explicadas. Por que o mesmo não acontece nas outras redes de tv?
E cabem mais perguntas:
Usa o MEC equipamentos sucateados? Os técnicos do MEC não possuem qualificação profissional? Qual a explicação para tamanha irresponsabilidade? Talvez suborno, sabotagem, traição à pátria. Porventura tudo acontece porque não divulga matéria paga para agradar e proteger clientes do Mercado privilegiado? Pode ser. Esperamos que a Dilma Durona, em quem muitos ainda confiam, alerte para este grave problema, tão grave quanto o da corrupção por ela combatida.  Motivar, salvar pela cultura, pelo patriotismo. O estado nação tornou-se estado social, reconhece-se apres-sadamente, sem atentar para a origem do fenômeno. O mundo moderno, mercê dos avanços e conquistas da tecnologia, afirma a prevalência da liberdade e da igualdade de todos. É preciso rejeitar e combater essa matriz mercante, que é o fator que dá lugar à propriedade privada dos modos de produção. Os mecanismos de dominação (neoli-beralismo, globalização) encontrarão sempre, inevitavelmente os seus opostos: na-cionalismos e sectarismos. Assim marcha a história que não se repete, e se o faz, segundo Marx é apenas na aparência sob a forma de tragédias e comédias. Alerta lulistas, sarneistas, efeagacistas et caterva! A marcha é a mesma e mundo nunca será o mesmo.
Salvar a TVescola do MEC, proteger a cultura nacional esta é uma tarefa urgente.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Festival de Artes de Areia


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RICARDO COUTINHO, O VERME DO DIA.*
O FESTIVAL DE ARTE DE AREIA.  RENASCIMENTO DO NAZISMO NA PARAÍBA.

Eis um político que disputa e exerce o poder com métodos de bandoleiro e agressividade de assaltante, para quem as palavras não têm valor, a verdade não se distingue da mentira. Vade retro! A sua presença no governo confirma a minha afirmação. A sua ficha criminal semelha as de tarados famosos, apresentadas em programas de tv com rolos de papel estendidas nas salas de delegacias de polícia. O nosso governador boca torta nada fica a dever a mafiosos do tráfico, do con-trabando, da prevaricação, do estelionato e vai por aí,
         Indivíduo de feições notadamente lombrosianas, e de compor-tamento político-social que mostram e explicam a crueldade nazista dos seus atos, e cresce na Paraíba este sujeito que carrega no caráter todos os traumas que marcaram dramas familiares que encheram a sua vida, e também psicológicos, transformados em patologias que a juventude pobre acarretou. Pesa sobre ele, o que não é comum aos de-mais, esta marca indisfarçável. O problema é que a maldade marcou a sua personalidade. Agora leva para o canto da parede os intelectuais que recebem do seu governo o jabá para a feira. E eles servilmente baixam a cabeça. Leiam o texto explicativo a seguir.
O FESTIVAL DE VERÃO DE AREIA.
         Em discurso na tribuna da Assembléia Legislativa no dia 14 de março de 1974 (Anais) ofereci uma denominação à cidade: Areia, Cidade Relíquia da Paraíba. Fazia-o em nome de sua história, de sua cultura, do seu passado. E propus a realização ali de um Festival de Verão, aproveitando o exemplo do que se fazia em Ouro Preto com o seu Festival de Inverno. Vivíamos os anos de chumbo do regime militar, e o evento funcionaria como “respiradouro” para a livre manifestação do pensamento, então censurado. A figura ímpar e o prestígio nacional do areiense José Américo de Almeida, filho do lugar, que fora vítima do chamado Estado Novo, emprestaria o seu apoio, certamente. 
         Nas notas do Tabelionato do comendador José Henrique, ao meu lado, e do cel. José Rufino de Almeida, desembargador Aurélio de Al-buquerque, padre Rui Vieira, Manoel Gouveia e outros presentes, ins-tituímos a Fundação Cultural Areia (FUNCULARE), que cuidaria dos tesouros da cultura local. O então governador Ivan Bichara deter-minou à Secretaria de Educação e Cultura convocar pessoal, fixar normas para a realização dos encontros. Nomes nacionais destacados na imprensa, no teatro, no cinema, na literatura, nas ciências sociais defenderam as suas idéias, apresentaram as suas teses nos festivais realizados.
         Na Assembléia Ligislativa, nos jornais e estações de rádio, per-durou em repetidas referências, alusões ao assunto. Vale a pena con-ferir. Infelizmente o desinteresse de alguns gestores públicos, levaram ao encerramento dos eventos. Mudaram de cidade a sua realização, pararam por fim.
O FESTIVAL DE 2011 E O CELULAR
         Como fala a linguagem literária, encontrava-me posto em sos-sego entregue às minhas modestas tarefas rurais, quando fui chamado ao telefone celular pelo famoso agitador cultural e meu amigo, o historiador José Octávio de Arruda Melo. Comunicou-me o renas-cimento do festival, e que eu tinha sido escolhido para fazer o discurso de abertura como seu criador. Entre milhares (milhares, sim senhor) de referências ao fato, todas valiosas para mim, guardo carta do inesquecível Horácio de Almeida e o título de cidadania proposto pelo prefeito Élson Cunha Lima, que me outorgou unanimemente a Câma-ra Municipal, pela minha contribuição para o reerguimento dos valores culturais do histórico município, e que recebi em sessão solene.  
         Vivendo aqui no sertão, conduzo-me conforme a sabedoria local externada pelos seus mais conspícuos representantes: o coronel, o pa-dre, o juiz, o vaqueiro, o violeiro, o sem terra e poucos mais. Assim, refiro o que me adverte sempre o meu vaqueiro Neguinho (branco): o telefone celular é uma pinóia, um mau augúrio, mudou de vez o mundo. É verdade. Pois na gagueira costumeira, mortalmente ferido o amigo José Octávio através deste equipo eletrônico, confessou que a escolha do nome como orador da abertura do festival, depois de apro-vado, fora vetado. Nada de falar em origem e criação do Festival de Areia. Chegariam no meu nome o que Ricardo não aceitava, vetava em esgares, com a boca aberta, o ar vampiresco. Mas teremos o novo fes-tival. O Secretário Chico César, que para disfarçar inventou a moda de pitós em cabelo ruim, será o mestre de cerimônias, certamente. Mais uma condecoração para a glória do governador: a ele a Paraíba passa-rá a dever o Festival de Arte de Areia.
RICARDO COUTINHO – A GRANDE FRAUDE
Considero o governador Ricardo Coutinho uma grande fraude na militância político-partidária e na vida pública paraibana. Falta-lhe ética – atributo primordial da pessoa, que deve determinar e presidir a vida do cidadão. Ele constitui uma ameaça ao projeto democrático, que inspira o empenho da massa na busca de um modelo social justo. A honra, o bem e o mal não existem para Ricardo. A sua conduta ca-racterizada pela imposição e arbítrio de sua vontade deixam bem claro.
Desafio Ricardo a mostrar “folha corrida criminal” dos chefes e chefetes que formaram as suas coligações partidárias. Aí retirarei as minhas afirmações. Ele não tem coragem para tanto. Os corruptos  sempre sustentaram a sua candidatura. Hoje ele se apresenta como líder e comandante da infame bandidagem que ameaça a Paraíba.  Paga com o dinheiro público, portanto rouba do povo, para falarem bem dele, dizerem que ele é diferente. Não é diferente coisa nenhuma. É igual a muitos e pior do que todos.
A importância do problema consiste no que Ricardo foi, é e no que representa como ocupante de cargos públicos, como detentor de mandato eletivo. Fala-se e todos sabem de cidadãos humildes, de fun-cionários modestos afastados do seu gabinete, colocados injustamente sob suspeição. De lágrimas derramadas por pessoas humildes. Ele mudou de partido político para não debater teses – queria impor unilateralmente a sua opinião. Incensado por bajuladores abandonou as idéias socialistas de sua juventude. A História e a Psicologia como ciências humanas, de Nero a Hitler e Fujimori explicam persona-lidades assim, de intenções sinistras.

OPORTUNISMO E DISSIMULAÇÃO
Ricardo ligou-se com idéias preconcebidas e subalternas, aos movimentos de caráter humanístico que se infiltram no ambiente das lutas sociais contemporâneas, desvirtuando-lhes os objetivos. Consi-dera-os simples massa de manobra. Os artistas, ambientalistas e afi-cionados que o digam.
Aí está Ricardo, “Asa de Corvo... asa de mau agouro... pele de Rinoceronte”de que falou o poeta Augusto dos Anjos. Conquistou mandato eletivo, mas sem programa partidário, indiferente aos princípios éticos que se impõem no relacionamento pessoal ou fun-cional com os que o cercam. Uma excrescência jurídico-democrática, como se vê.
Continuo na minha luta em defesa da ética e da democracia traídas por Ricardo. Adolf Hitler também se dizia amante do seu povo e do seu país. Mas torturava, exterminava grupos humanos e sociais (judeus, ciganos, esquerdistas, homossexuais, deficientes físicos). Levou o mundo à guerra mais cruel da história. Confiram, ele é o retrato de Ricardo. Sugiro e indico a programação da “TV Escola” principal-mente, na exibição de documentários que tratam dos crimes praticados pelo nazismo. Ali está a crônica ricardiana.
Adverti Ricardo que ele poderia, como de fato o faz, controlar a mídia do jabá – a que se vende – mas não calaria a boca do cidadão independente que utiliza a liberdade da internet para denunciar os escândalos das suas gangs, que operaram a “Coligação Cano de Esgoto” como escoadouro dos detritos morais da vida pública parai-bana. Ai estão os blogueiros para desmascará-lo como o fazem todos os dias. Vejam no meu blog Prosa Caótica – UOL eilzomatos.zip.net, e elzopb.blogspot.com. Essa onda de processar judicialmente os jornalis-tas, é apenas uma simulação, ele bem o sabe, não o isentará de res-ponsabilidade nos crimes por ele cometidos. E tem aquela afirmação que se pode enganar alguns ou muitos por algum tempo, mas é im-possível enganar todos o tempo todo.
É um fato reconhecido historicamente a presença de intelectuais, de operadores da midia que se colocam à serviço dos tiranos. Eles virão em ataques violentos ao meu nome, em defesa de Ricardo, pagos com dinheiro do orçamento público desviado de sua destinação social. Defender-me-ei. Falarei a língua do povo – a da verdade. Que venham.
Fz. Lagoa de Baixo, sertão do Peixe/Piranhas, setembro de 2011.
                                                           EILZO  MATOS













* O escritor e jornalista Humberto de Campos, da Academia Brasileira de Letras, registrou um momento doloroso e trágico vivido pelas nações quando nascia o nazismo na Europa. No seu livro póstumo “Sepultando Os Meus Mortos”, falou da “franqueza brutal de Goering” ao afirmar que “Os homens do Governo não precisam de cultura”; e registrou a declaração insolente de Hitler ao ser convocado para uma reunião do ga-binete alemão em crise: “− Só entraremos em negociações com a condição de assu-mirmos as responsabilidades integrais do poder”. “Hitler não era, porém, um homem só...”; e conclui com uma verdade tirada de suas leituras e reflexões, que eu destaco :  “Os cadáveres em putrefação têm, cada vinte e quatro horas, o seu verme novo. A Civilização apodrece. Hitler é o verme do dia”. Algo parecido acontece na Paraíba de hoje.






Festival de Arte de Aeia


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RICARDO COUTINHO, O VERME DO DIA.*
O FESTIVAL DE ARTE DE AREIA.  RENASCIMENTO DO NAZISMO NA PARAÍBA.

Eis um político que disputa e exerce o poder com métodos de bandoleiro e agressividade de assaltante, para quem as palavras não têm valor, a verdade não se distingue da mentira. Vade retro! A sua presença no governo confirma a minha afirmação. A sua ficha criminal semelha as de tarados famosos, apresentadas em programas de tv com rolos de papel estendidas nas salas de delegacias de polícia. O nosso governador boca torta nada fica a dever a mafiosos do tráfico, do con-trabando, da prevaricação, do estelionato e vai por aí,
         Indivíduo de feições notadamente lombrosianas, e de compor-tamento político-social que mostram e explicam a crueldade nazista dos seus atos, e cresce na Paraíba este sujeito que carrega no caráter todos os traumas que marcaram dramas familiares que encheram a sua vida, e também psicológicos, transformados em patologias que a juventude pobre acarretou. Pesa sobre ele, o que não é comum aos de-mais, esta marca indisfarçável. O problema é que a maldade marcou a sua personalidade. Agora leva para o canto da parede os intelectuais que recebem do seu governo o jabá para a feira. E eles servilmente baixam a cabeça. Leiam o texto explicativo a seguir.
O FESTIVAL DE VERÃO DE AREIA.
         Em discurso na tribuna da Assembléia Legislativa no dia 14 de março de 1974 (Anais) ofereci uma denominação à cidade: Areia, Cidade Relíquia da Paraíba. Fazia-o em nome de sua história, de sua cultura, do seu passado. E propus a realização ali de um Festival de Verão, aproveitando o exemplo do que se fazia em Ouro Preto com o seu Festival de Inverno. Vivíamos os anos de chumbo do regime militar, e o evento funcionaria como “respiradouro” para a livre manifestação do pensamento, então censurado. A figura ímpar e o prestígio nacional do areiense José Américo de Almeida, filho do lugar, que fora vítima do chamado Estado Novo, emprestaria o seu apoio, certamente. 
         Nas notas do Tabelionato do comendador José Henrique, ao meu lado, e do cel. José Rufino de Almeida, desembargador Aurélio de Al-buquerque, padre Rui Vieira, Manoel Gouveia e outros presentes, ins-tituímos a Fundação Cultural Areia (FUNCULARE), que cuidaria dos tesouros da cultura local. O então governador Ivan Bichara deter-minou à Secretaria de Educação e Cultura convocar pessoal, fixar normas para a realização dos encontros. Nomes nacionais destacados na imprensa, no teatro, no cinema, na literatura, nas ciências sociais defenderam as suas idéias, apresentaram as suas teses nos festivais realizados.
         Na Assembléia Ligislativa, nos jornais e estações de rádio, per-durou em repetidas referências, alusões ao assunto. Vale a pena con-ferir. Infelizmente o desinteresse de alguns gestores públicos, levaram ao encerramento dos eventos. Mudaram de cidade a sua realização, pararam por fim.
O FESTIVAL DE 2011 E O CELULAR
         Como fala a linguagem literária, encontrava-me posto em sos-sego entregue às minhas modestas tarefas rurais, quando fui chamado ao telefone celular pelo famoso agitador cultural e meu amigo, o historiador José Octávio de Arruda Melo. Comunicou-me o renas-cimento do festival, e que eu tinha sido escolhido para fazer o discurso de abertura como seu criador. Entre milhares (milhares, sim senhor) de referências ao fato, todas valiosas para mim, guardo carta do inesquecível Horácio de Almeida e o título de cidadania proposto pelo prefeito Élson Cunha Lima, que me outorgou unanimemente a Câma-ra Municipal, pela minha contribuição para o reerguimento dos valores culturais do histórico município, e que recebi em sessão solene.  
         Vivendo aqui no sertão, conduzo-me conforme a sabedoria local externada pelos seus mais conspícuos representantes: o coronel, o pa-dre, o juiz, o vaqueiro, o violeiro, o sem terra e poucos mais. Assim, refiro o que me adverte sempre o meu vaqueiro Neguinho (branco): o telefone celular é uma pinóia, um mau augúrio, mudou de vez o mundo. É verdade. Pois na gagueira costumeira, mortalmente ferido o amigo José Octávio através deste equipo eletrônico, confessou que a escolha do nome como orador da abertura do festival, depois de apro-vado, fora vetado. Nada de falar em origem e criação do Festival de Areia. Chegariam no meu nome o que Ricardo não aceitava, vetava em esgares, com a boca aberta, o ar vampiresco. Mas teremos o novo fes-tival. O Secretário Chico César, que para disfarçar inventou a moda de pitós em cabelo ruim, será o mestre de cerimônias, certamente. Mais uma condecoração para a glória do governador: a ele a Paraíba passa-rá a dever o Festival de Arte de Areia.
RICARDO COUTINHO – A GRANDE FRAUDE
Considero o governador Ricardo Coutinho uma grande fraude na militância político-partidária e na vida pública paraibana. Falta-lhe ética – atributo primordial da pessoa, que deve determinar e presidir a vida do cidadão. Ele constitui uma ameaça ao projeto democrático, que inspira o empenho da massa na busca de um modelo social justo. A honra, o bem e o mal não existem para Ricardo. A sua conduta ca-racterizada pela imposição e arbítrio de sua vontade deixam bem claro.
Desafio Ricardo a mostrar “folha corrida criminal” dos chefes e chefetes que formaram as suas coligações partidárias. Aí retirarei as minhas afirmações. Ele não tem coragem para tanto. Os corruptos  sempre sustentaram a sua candidatura. Hoje ele se apresenta como líder e comandante da infame bandidagem que ameaça a Paraíba.  Paga com o dinheiro público, portanto rouba do povo, para falarem bem dele, dizerem que ele é diferente. Não é diferente coisa nenhuma. É igual a muitos e pior do que todos.
A importância do problema consiste no que Ricardo foi, é e no que representa como ocupante de cargos públicos, como detentor de mandato eletivo. Fala-se e todos sabem de cidadãos humildes, de fun-cionários modestos afastados do seu gabinete, colocados injustamente sob suspeição. De lágrimas derramadas por pessoas humildes. Ele mudou de partido político para não debater teses – queria impor unilateralmente a sua opinião. Incensado por bajuladores abandonou as idéias socialistas de sua juventude. A História e a Psicologia como ciências humanas, de Nero a Hitler e Fujimori explicam persona-lidades assim, de intenções sinistras.

OPORTUNISMO E DISSIMULAÇÃO
Ricardo ligou-se com idéias preconcebidas e subalternas, aos movimentos de caráter humanístico que se infiltram no ambiente das lutas sociais contemporâneas, desvirtuando-lhes os objetivos. Consi-dera-os simples massa de manobra. Os artistas, ambientalistas e afi-cionados que o digam.
Aí está Ricardo, “Asa de Corvo... asa de mau agouro... pele de Rinoceronte”de que falou o poeta Augusto dos Anjos. Conquistou mandato eletivo, mas sem programa partidário, indiferente aos princípios éticos que se impõem no relacionamento pessoal ou fun-cional com os que o cercam. Uma excrescência jurídico-democrática, como se vê.
Continuo na minha luta em defesa da ética e da democracia traídas por Ricardo. Adolf Hitler também se dizia amante do seu povo e do seu país. Mas torturava, exterminava grupos humanos e sociais (judeus, ciganos, esquerdistas, homossexuais, deficientes físicos). Levou o mundo à guerra mais cruel da história. Confiram, ele é o retrato de Ricardo. Sugiro e indico a programação da “TV Escola” principal-mente, na exibição de documentários que tratam dos crimes praticados pelo nazismo. Ali está a crônica ricardiana.
Adverti Ricardo que ele poderia, como de fato o faz, controlar a mídia do jabá – a que se vende – mas não calaria a boca do cidadão independente que utiliza a liberdade da internet para denunciar os escândalos das suas gangs, que operaram a “Coligação Cano de Esgoto” como escoadouro dos detritos morais da vida pública parai-bana. Ai estão os blogueiros para desmascará-lo como o fazem todos os dias. Vejam no meu blog Prosa Caótica – UOL eilzomatos.zip.net, e elzopb.blogspot.com. Essa onda de processar judicialmente os jornalis-tas, é apenas uma simulação, ele bem o sabe, não o isentará de res-ponsabilidade nos crimes por ele cometidos. E tem aquela afirmação que se pode enganar alguns ou muitos por algum tempo, mas é im-possível enganar todos o tempo todo.
É um fato reconhecido historicamente a presença de intelectuais, de operadores da midia que se colocam à serviço dos tiranos. Eles virão em ataques violentos ao meu nome, em defesa de Ricardo, pagos com dinheiro do orçamento público desviado de sua destinação social. Defender-me-ei. Falarei a língua do povo – a da verdade. Que venham.
Fz. Lagoa de Baixo, sertão do Peixe/Piranhas, setembro de 2011.
                                                           EILZO  MATOS













* O escritor e jornalista Humberto de Campos, da Academia Brasileira de Letras, registrou um momento doloroso e trágico vivido pelas nações quando nascia o nazismo na Europa. No seu livro póstumo “Sepultando Os Meus Mortos”, falou da “franqueza brutal de Goering” ao afirmar que “Os homens do Governo não precisam de cultura”; e registrou a declaração insolente de Hitler ao ser convocado para uma reunião do ga-binete alemão em crise: “− Só entraremos em negociações com a condição de assu-mirmos as responsabilidades integrais do poder”. “Hitler não era, porém, um homem só...”; e conclui com uma verdade tirada de suas leituras e reflexões, que eu destaco :  “Os cadáveres em putrefação têm, cada vinte e quatro horas, o seu verme novo. A Civilização apodrece. Hitler é o verme do dia”. Algo parecido acontece na Paraíba de hoje.






terça-feira, 23 de agosto de 2011

Notas da Fazenda


EDUARDO SUPLICY, CRISTOVAM BUARQUE E OUTROS DESLOCADOS
                                                                            Eilzo Matos
No Brasil 92% das escolas dispõem de computadores nas salas, mas somente 4% são acessíveis aos alunos. Deu na TV. Eis um país verda-deiramente glorioso e destinado ao milagre do futuro! Negócio para quem vende, incerteza para quem se destina.
A ascensão feminina, entre nós, entregou aos homens as tarefas domésticas. Quando alguns insistem na representação vaidosa da socie-dade, mostram-se desajustados, deslocados. É lamentável, mas é preciso reconhecer. No Senado, gaguejando Eduardo Suplicy justifica erros do governo, parecendo um avô gá-gá coonestando as bandidagens dos netos; Cristovam Buarque com os olhos roídos (na incontida vaidade de tudo saber e definir) reedita o samba do crioulo doido, e propõe introduzir na Constituição uma cláusula pétrea garantindo o direito do cidadão à fe-licidade. Verdade mesmo. Por seu turno, enrolado como o falecido e primoroso Pita prefeito de São Paulo, Lindberg Farias acena com a pos-sibilidade de equilíbrio na luta entre os contrários na sociedade. Cer-tamente absorvido na pintura da cara, não lhe sobrou tempo para a leitura de texto que supúnhamos do seu conhecimento: A Miséria da Filosofia, de Karl Marx. O remédio é esperar, para ver no que dá. 
O Estado, historicamente, não se tem revelado como entidade ética no seu fundamento filosófico apenas o anunciam como tal. Seria algo pretendido, platônico como na teoria da caverna, ou aprioristicamente kantiano? Indago-me: errada compreensão de conceitos de minha parte, ou equivocada avaliação da história?
As teorias sobre o nascimento do poder ou o direito de governar, remontam ao conhecimento da origem dos fenômenos instintivos e na-turais colônias de bactérias, florestas, aglomerados minerais, socie-dades dos homens. Todavia, elas ainda decidem e determinam ali-mentadas, movidas pela necessidade material de compensação. Daí a inegável atualidade de Rousseaux, de Malebranche... Nada, entretanto, freudiano ou nietzcheano simplesmente experimentação ou manifesta-ção dialética da evolução no relacionamento entre indivíduos e entre estes e instituições, algumas adrede organizadas. Vivemos, lamenta-velmente, a Era das Reticências... Da dissimulação, diria melhor. Aí está o PT no poder, governando. A esperança resta na coragem de Dilma que vem de longe, não costuma tergiversar.
Porventura a intuição indica e explica a realidade objetiva? O que vem a ser conduta socialmente relevante, válida também do ponto de vista do indivíduo? Uma prática recente, leviana, valorizada pela midia, criou o sentimento de coletivização “globalização” de identidades a inclusão social. Perdeu-se o indivíduo? E as sociedades organizadas rea-lizam o interesse de um, de alguns, ou de todos?
Tratando de tempo historicamente recente, falaram os soviéticos no internacionalismo proletário que permitiria a construção da paz, da de-mocracia, algo fundado no marxismo-leninismo; e também destinado à realização de um projeto; seria este, o fruto da intuição ou do revanchis-mo, ou da imprudência? Eu pergunto.
Vi na TV (sempre ela), um renomado ator negro afirmar que dis-cordava do sistema de "cotas" asseguradas aos afro-descendentes para ingresso na universidade. Ideal para ele seria a conquista de espaço disputando com todos, inclusive com os brancos (justo racismo, não?). Re-conhecia, entretanto, que era necessária a melhoria e mudança radical para aprimorar as instituições de ensino localizadas nas áreas pobres, na periferia geralmente onde moram os negros.
Tal não se vê, nem é o que a ideologia dominante estimula e pratica, muito menos permite. Pedagogia inadequada e ineficiente na periferia, eis a questão. Não seria o caso de reciclar tais escolas, ou de assegurar somente, indiferentemente a presença dos seus titulados capengas, entre os das melhoras escolas?! A nova ordem mundial, recentíssima, para confundir incita e excita a circulação de novos conceitos que se des-mentem na sua realização e na própria origem. Que fazer? Buscar em Lênin, Gramci, FHC, Lula a sua explicação?
Primeiro foi a dissimulação da “Lei Fleury” para diminuir o recolhi-mento de detentos no sistema prisional sobrecarregado.  Agora a “Lei da Rendição” (expressão minha), quando a prisão diária de milhares de infratores das normas penais, esgotou de fato a capacidade do Estado de prender e recolher delinqüentes em prisão fechada. Faliu, capitulou o estado nacional. A operação Morro do Alemão confirma o meu comentário. Ora, reuniram exército, marinha, aeronáutica, polícia federal, bombeiros, polícia civil, polícia militar, força nacional para ocupar uma favela, entre milhares existentes no país, em idêntica situação de insegurança. E as demais, as ruas e praças centrais e suburbanas, as localidades rurais que vivem o mesmo problema?!    ............................