sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Festival de Artes de Areia


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RICARDO COUTINHO, O VERME DO DIA.*
O FESTIVAL DE ARTE DE AREIA.  RENASCIMENTO DO NAZISMO NA PARAÍBA.

Eis um político que disputa e exerce o poder com métodos de bandoleiro e agressividade de assaltante, para quem as palavras não têm valor, a verdade não se distingue da mentira. Vade retro! A sua presença no governo confirma a minha afirmação. A sua ficha criminal semelha as de tarados famosos, apresentadas em programas de tv com rolos de papel estendidas nas salas de delegacias de polícia. O nosso governador boca torta nada fica a dever a mafiosos do tráfico, do con-trabando, da prevaricação, do estelionato e vai por aí,
         Indivíduo de feições notadamente lombrosianas, e de compor-tamento político-social que mostram e explicam a crueldade nazista dos seus atos, e cresce na Paraíba este sujeito que carrega no caráter todos os traumas que marcaram dramas familiares que encheram a sua vida, e também psicológicos, transformados em patologias que a juventude pobre acarretou. Pesa sobre ele, o que não é comum aos de-mais, esta marca indisfarçável. O problema é que a maldade marcou a sua personalidade. Agora leva para o canto da parede os intelectuais que recebem do seu governo o jabá para a feira. E eles servilmente baixam a cabeça. Leiam o texto explicativo a seguir.
O FESTIVAL DE VERÃO DE AREIA.
         Em discurso na tribuna da Assembléia Legislativa no dia 14 de março de 1974 (Anais) ofereci uma denominação à cidade: Areia, Cidade Relíquia da Paraíba. Fazia-o em nome de sua história, de sua cultura, do seu passado. E propus a realização ali de um Festival de Verão, aproveitando o exemplo do que se fazia em Ouro Preto com o seu Festival de Inverno. Vivíamos os anos de chumbo do regime militar, e o evento funcionaria como “respiradouro” para a livre manifestação do pensamento, então censurado. A figura ímpar e o prestígio nacional do areiense José Américo de Almeida, filho do lugar, que fora vítima do chamado Estado Novo, emprestaria o seu apoio, certamente. 
         Nas notas do Tabelionato do comendador José Henrique, ao meu lado, e do cel. José Rufino de Almeida, desembargador Aurélio de Al-buquerque, padre Rui Vieira, Manoel Gouveia e outros presentes, ins-tituímos a Fundação Cultural Areia (FUNCULARE), que cuidaria dos tesouros da cultura local. O então governador Ivan Bichara deter-minou à Secretaria de Educação e Cultura convocar pessoal, fixar normas para a realização dos encontros. Nomes nacionais destacados na imprensa, no teatro, no cinema, na literatura, nas ciências sociais defenderam as suas idéias, apresentaram as suas teses nos festivais realizados.
         Na Assembléia Ligislativa, nos jornais e estações de rádio, per-durou em repetidas referências, alusões ao assunto. Vale a pena con-ferir. Infelizmente o desinteresse de alguns gestores públicos, levaram ao encerramento dos eventos. Mudaram de cidade a sua realização, pararam por fim.
O FESTIVAL DE 2011 E O CELULAR
         Como fala a linguagem literária, encontrava-me posto em sos-sego entregue às minhas modestas tarefas rurais, quando fui chamado ao telefone celular pelo famoso agitador cultural e meu amigo, o historiador José Octávio de Arruda Melo. Comunicou-me o renas-cimento do festival, e que eu tinha sido escolhido para fazer o discurso de abertura como seu criador. Entre milhares (milhares, sim senhor) de referências ao fato, todas valiosas para mim, guardo carta do inesquecível Horácio de Almeida e o título de cidadania proposto pelo prefeito Élson Cunha Lima, que me outorgou unanimemente a Câma-ra Municipal, pela minha contribuição para o reerguimento dos valores culturais do histórico município, e que recebi em sessão solene.  
         Vivendo aqui no sertão, conduzo-me conforme a sabedoria local externada pelos seus mais conspícuos representantes: o coronel, o pa-dre, o juiz, o vaqueiro, o violeiro, o sem terra e poucos mais. Assim, refiro o que me adverte sempre o meu vaqueiro Neguinho (branco): o telefone celular é uma pinóia, um mau augúrio, mudou de vez o mundo. É verdade. Pois na gagueira costumeira, mortalmente ferido o amigo José Octávio através deste equipo eletrônico, confessou que a escolha do nome como orador da abertura do festival, depois de apro-vado, fora vetado. Nada de falar em origem e criação do Festival de Areia. Chegariam no meu nome o que Ricardo não aceitava, vetava em esgares, com a boca aberta, o ar vampiresco. Mas teremos o novo fes-tival. O Secretário Chico César, que para disfarçar inventou a moda de pitós em cabelo ruim, será o mestre de cerimônias, certamente. Mais uma condecoração para a glória do governador: a ele a Paraíba passa-rá a dever o Festival de Arte de Areia.
RICARDO COUTINHO – A GRANDE FRAUDE
Considero o governador Ricardo Coutinho uma grande fraude na militância político-partidária e na vida pública paraibana. Falta-lhe ética – atributo primordial da pessoa, que deve determinar e presidir a vida do cidadão. Ele constitui uma ameaça ao projeto democrático, que inspira o empenho da massa na busca de um modelo social justo. A honra, o bem e o mal não existem para Ricardo. A sua conduta ca-racterizada pela imposição e arbítrio de sua vontade deixam bem claro.
Desafio Ricardo a mostrar “folha corrida criminal” dos chefes e chefetes que formaram as suas coligações partidárias. Aí retirarei as minhas afirmações. Ele não tem coragem para tanto. Os corruptos  sempre sustentaram a sua candidatura. Hoje ele se apresenta como líder e comandante da infame bandidagem que ameaça a Paraíba.  Paga com o dinheiro público, portanto rouba do povo, para falarem bem dele, dizerem que ele é diferente. Não é diferente coisa nenhuma. É igual a muitos e pior do que todos.
A importância do problema consiste no que Ricardo foi, é e no que representa como ocupante de cargos públicos, como detentor de mandato eletivo. Fala-se e todos sabem de cidadãos humildes, de fun-cionários modestos afastados do seu gabinete, colocados injustamente sob suspeição. De lágrimas derramadas por pessoas humildes. Ele mudou de partido político para não debater teses – queria impor unilateralmente a sua opinião. Incensado por bajuladores abandonou as idéias socialistas de sua juventude. A História e a Psicologia como ciências humanas, de Nero a Hitler e Fujimori explicam persona-lidades assim, de intenções sinistras.

OPORTUNISMO E DISSIMULAÇÃO
Ricardo ligou-se com idéias preconcebidas e subalternas, aos movimentos de caráter humanístico que se infiltram no ambiente das lutas sociais contemporâneas, desvirtuando-lhes os objetivos. Consi-dera-os simples massa de manobra. Os artistas, ambientalistas e afi-cionados que o digam.
Aí está Ricardo, “Asa de Corvo... asa de mau agouro... pele de Rinoceronte”de que falou o poeta Augusto dos Anjos. Conquistou mandato eletivo, mas sem programa partidário, indiferente aos princípios éticos que se impõem no relacionamento pessoal ou fun-cional com os que o cercam. Uma excrescência jurídico-democrática, como se vê.
Continuo na minha luta em defesa da ética e da democracia traídas por Ricardo. Adolf Hitler também se dizia amante do seu povo e do seu país. Mas torturava, exterminava grupos humanos e sociais (judeus, ciganos, esquerdistas, homossexuais, deficientes físicos). Levou o mundo à guerra mais cruel da história. Confiram, ele é o retrato de Ricardo. Sugiro e indico a programação da “TV Escola” principal-mente, na exibição de documentários que tratam dos crimes praticados pelo nazismo. Ali está a crônica ricardiana.
Adverti Ricardo que ele poderia, como de fato o faz, controlar a mídia do jabá – a que se vende – mas não calaria a boca do cidadão independente que utiliza a liberdade da internet para denunciar os escândalos das suas gangs, que operaram a “Coligação Cano de Esgoto” como escoadouro dos detritos morais da vida pública parai-bana. Ai estão os blogueiros para desmascará-lo como o fazem todos os dias. Vejam no meu blog Prosa Caótica – UOL eilzomatos.zip.net, e elzopb.blogspot.com. Essa onda de processar judicialmente os jornalis-tas, é apenas uma simulação, ele bem o sabe, não o isentará de res-ponsabilidade nos crimes por ele cometidos. E tem aquela afirmação que se pode enganar alguns ou muitos por algum tempo, mas é im-possível enganar todos o tempo todo.
É um fato reconhecido historicamente a presença de intelectuais, de operadores da midia que se colocam à serviço dos tiranos. Eles virão em ataques violentos ao meu nome, em defesa de Ricardo, pagos com dinheiro do orçamento público desviado de sua destinação social. Defender-me-ei. Falarei a língua do povo – a da verdade. Que venham.
Fz. Lagoa de Baixo, sertão do Peixe/Piranhas, setembro de 2011.
                                                           EILZO  MATOS













* O escritor e jornalista Humberto de Campos, da Academia Brasileira de Letras, registrou um momento doloroso e trágico vivido pelas nações quando nascia o nazismo na Europa. No seu livro póstumo “Sepultando Os Meus Mortos”, falou da “franqueza brutal de Goering” ao afirmar que “Os homens do Governo não precisam de cultura”; e registrou a declaração insolente de Hitler ao ser convocado para uma reunião do ga-binete alemão em crise: “− Só entraremos em negociações com a condição de assu-mirmos as responsabilidades integrais do poder”. “Hitler não era, porém, um homem só...”; e conclui com uma verdade tirada de suas leituras e reflexões, que eu destaco :  “Os cadáveres em putrefação têm, cada vinte e quatro horas, o seu verme novo. A Civilização apodrece. Hitler é o verme do dia”. Algo parecido acontece na Paraíba de hoje.






Festival de Arte de Aeia


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RICARDO COUTINHO, O VERME DO DIA.*
O FESTIVAL DE ARTE DE AREIA.  RENASCIMENTO DO NAZISMO NA PARAÍBA.

Eis um político que disputa e exerce o poder com métodos de bandoleiro e agressividade de assaltante, para quem as palavras não têm valor, a verdade não se distingue da mentira. Vade retro! A sua presença no governo confirma a minha afirmação. A sua ficha criminal semelha as de tarados famosos, apresentadas em programas de tv com rolos de papel estendidas nas salas de delegacias de polícia. O nosso governador boca torta nada fica a dever a mafiosos do tráfico, do con-trabando, da prevaricação, do estelionato e vai por aí,
         Indivíduo de feições notadamente lombrosianas, e de compor-tamento político-social que mostram e explicam a crueldade nazista dos seus atos, e cresce na Paraíba este sujeito que carrega no caráter todos os traumas que marcaram dramas familiares que encheram a sua vida, e também psicológicos, transformados em patologias que a juventude pobre acarretou. Pesa sobre ele, o que não é comum aos de-mais, esta marca indisfarçável. O problema é que a maldade marcou a sua personalidade. Agora leva para o canto da parede os intelectuais que recebem do seu governo o jabá para a feira. E eles servilmente baixam a cabeça. Leiam o texto explicativo a seguir.
O FESTIVAL DE VERÃO DE AREIA.
         Em discurso na tribuna da Assembléia Legislativa no dia 14 de março de 1974 (Anais) ofereci uma denominação à cidade: Areia, Cidade Relíquia da Paraíba. Fazia-o em nome de sua história, de sua cultura, do seu passado. E propus a realização ali de um Festival de Verão, aproveitando o exemplo do que se fazia em Ouro Preto com o seu Festival de Inverno. Vivíamos os anos de chumbo do regime militar, e o evento funcionaria como “respiradouro” para a livre manifestação do pensamento, então censurado. A figura ímpar e o prestígio nacional do areiense José Américo de Almeida, filho do lugar, que fora vítima do chamado Estado Novo, emprestaria o seu apoio, certamente. 
         Nas notas do Tabelionato do comendador José Henrique, ao meu lado, e do cel. José Rufino de Almeida, desembargador Aurélio de Al-buquerque, padre Rui Vieira, Manoel Gouveia e outros presentes, ins-tituímos a Fundação Cultural Areia (FUNCULARE), que cuidaria dos tesouros da cultura local. O então governador Ivan Bichara deter-minou à Secretaria de Educação e Cultura convocar pessoal, fixar normas para a realização dos encontros. Nomes nacionais destacados na imprensa, no teatro, no cinema, na literatura, nas ciências sociais defenderam as suas idéias, apresentaram as suas teses nos festivais realizados.
         Na Assembléia Ligislativa, nos jornais e estações de rádio, per-durou em repetidas referências, alusões ao assunto. Vale a pena con-ferir. Infelizmente o desinteresse de alguns gestores públicos, levaram ao encerramento dos eventos. Mudaram de cidade a sua realização, pararam por fim.
O FESTIVAL DE 2011 E O CELULAR
         Como fala a linguagem literária, encontrava-me posto em sos-sego entregue às minhas modestas tarefas rurais, quando fui chamado ao telefone celular pelo famoso agitador cultural e meu amigo, o historiador José Octávio de Arruda Melo. Comunicou-me o renas-cimento do festival, e que eu tinha sido escolhido para fazer o discurso de abertura como seu criador. Entre milhares (milhares, sim senhor) de referências ao fato, todas valiosas para mim, guardo carta do inesquecível Horácio de Almeida e o título de cidadania proposto pelo prefeito Élson Cunha Lima, que me outorgou unanimemente a Câma-ra Municipal, pela minha contribuição para o reerguimento dos valores culturais do histórico município, e que recebi em sessão solene.  
         Vivendo aqui no sertão, conduzo-me conforme a sabedoria local externada pelos seus mais conspícuos representantes: o coronel, o pa-dre, o juiz, o vaqueiro, o violeiro, o sem terra e poucos mais. Assim, refiro o que me adverte sempre o meu vaqueiro Neguinho (branco): o telefone celular é uma pinóia, um mau augúrio, mudou de vez o mundo. É verdade. Pois na gagueira costumeira, mortalmente ferido o amigo José Octávio através deste equipo eletrônico, confessou que a escolha do nome como orador da abertura do festival, depois de apro-vado, fora vetado. Nada de falar em origem e criação do Festival de Areia. Chegariam no meu nome o que Ricardo não aceitava, vetava em esgares, com a boca aberta, o ar vampiresco. Mas teremos o novo fes-tival. O Secretário Chico César, que para disfarçar inventou a moda de pitós em cabelo ruim, será o mestre de cerimônias, certamente. Mais uma condecoração para a glória do governador: a ele a Paraíba passa-rá a dever o Festival de Arte de Areia.
RICARDO COUTINHO – A GRANDE FRAUDE
Considero o governador Ricardo Coutinho uma grande fraude na militância político-partidária e na vida pública paraibana. Falta-lhe ética – atributo primordial da pessoa, que deve determinar e presidir a vida do cidadão. Ele constitui uma ameaça ao projeto democrático, que inspira o empenho da massa na busca de um modelo social justo. A honra, o bem e o mal não existem para Ricardo. A sua conduta ca-racterizada pela imposição e arbítrio de sua vontade deixam bem claro.
Desafio Ricardo a mostrar “folha corrida criminal” dos chefes e chefetes que formaram as suas coligações partidárias. Aí retirarei as minhas afirmações. Ele não tem coragem para tanto. Os corruptos  sempre sustentaram a sua candidatura. Hoje ele se apresenta como líder e comandante da infame bandidagem que ameaça a Paraíba.  Paga com o dinheiro público, portanto rouba do povo, para falarem bem dele, dizerem que ele é diferente. Não é diferente coisa nenhuma. É igual a muitos e pior do que todos.
A importância do problema consiste no que Ricardo foi, é e no que representa como ocupante de cargos públicos, como detentor de mandato eletivo. Fala-se e todos sabem de cidadãos humildes, de fun-cionários modestos afastados do seu gabinete, colocados injustamente sob suspeição. De lágrimas derramadas por pessoas humildes. Ele mudou de partido político para não debater teses – queria impor unilateralmente a sua opinião. Incensado por bajuladores abandonou as idéias socialistas de sua juventude. A História e a Psicologia como ciências humanas, de Nero a Hitler e Fujimori explicam persona-lidades assim, de intenções sinistras.

OPORTUNISMO E DISSIMULAÇÃO
Ricardo ligou-se com idéias preconcebidas e subalternas, aos movimentos de caráter humanístico que se infiltram no ambiente das lutas sociais contemporâneas, desvirtuando-lhes os objetivos. Consi-dera-os simples massa de manobra. Os artistas, ambientalistas e afi-cionados que o digam.
Aí está Ricardo, “Asa de Corvo... asa de mau agouro... pele de Rinoceronte”de que falou o poeta Augusto dos Anjos. Conquistou mandato eletivo, mas sem programa partidário, indiferente aos princípios éticos que se impõem no relacionamento pessoal ou fun-cional com os que o cercam. Uma excrescência jurídico-democrática, como se vê.
Continuo na minha luta em defesa da ética e da democracia traídas por Ricardo. Adolf Hitler também se dizia amante do seu povo e do seu país. Mas torturava, exterminava grupos humanos e sociais (judeus, ciganos, esquerdistas, homossexuais, deficientes físicos). Levou o mundo à guerra mais cruel da história. Confiram, ele é o retrato de Ricardo. Sugiro e indico a programação da “TV Escola” principal-mente, na exibição de documentários que tratam dos crimes praticados pelo nazismo. Ali está a crônica ricardiana.
Adverti Ricardo que ele poderia, como de fato o faz, controlar a mídia do jabá – a que se vende – mas não calaria a boca do cidadão independente que utiliza a liberdade da internet para denunciar os escândalos das suas gangs, que operaram a “Coligação Cano de Esgoto” como escoadouro dos detritos morais da vida pública parai-bana. Ai estão os blogueiros para desmascará-lo como o fazem todos os dias. Vejam no meu blog Prosa Caótica – UOL eilzomatos.zip.net, e elzopb.blogspot.com. Essa onda de processar judicialmente os jornalis-tas, é apenas uma simulação, ele bem o sabe, não o isentará de res-ponsabilidade nos crimes por ele cometidos. E tem aquela afirmação que se pode enganar alguns ou muitos por algum tempo, mas é im-possível enganar todos o tempo todo.
É um fato reconhecido historicamente a presença de intelectuais, de operadores da midia que se colocam à serviço dos tiranos. Eles virão em ataques violentos ao meu nome, em defesa de Ricardo, pagos com dinheiro do orçamento público desviado de sua destinação social. Defender-me-ei. Falarei a língua do povo – a da verdade. Que venham.
Fz. Lagoa de Baixo, sertão do Peixe/Piranhas, setembro de 2011.
                                                           EILZO  MATOS













* O escritor e jornalista Humberto de Campos, da Academia Brasileira de Letras, registrou um momento doloroso e trágico vivido pelas nações quando nascia o nazismo na Europa. No seu livro póstumo “Sepultando Os Meus Mortos”, falou da “franqueza brutal de Goering” ao afirmar que “Os homens do Governo não precisam de cultura”; e registrou a declaração insolente de Hitler ao ser convocado para uma reunião do ga-binete alemão em crise: “− Só entraremos em negociações com a condição de assu-mirmos as responsabilidades integrais do poder”. “Hitler não era, porém, um homem só...”; e conclui com uma verdade tirada de suas leituras e reflexões, que eu destaco :  “Os cadáveres em putrefação têm, cada vinte e quatro horas, o seu verme novo. A Civilização apodrece. Hitler é o verme do dia”. Algo parecido acontece na Paraíba de hoje.






terça-feira, 23 de agosto de 2011

Notas da Fazenda


EDUARDO SUPLICY, CRISTOVAM BUARQUE E OUTROS DESLOCADOS
                                                                            Eilzo Matos
No Brasil 92% das escolas dispõem de computadores nas salas, mas somente 4% são acessíveis aos alunos. Deu na TV. Eis um país verda-deiramente glorioso e destinado ao milagre do futuro! Negócio para quem vende, incerteza para quem se destina.
A ascensão feminina, entre nós, entregou aos homens as tarefas domésticas. Quando alguns insistem na representação vaidosa da socie-dade, mostram-se desajustados, deslocados. É lamentável, mas é preciso reconhecer. No Senado, gaguejando Eduardo Suplicy justifica erros do governo, parecendo um avô gá-gá coonestando as bandidagens dos netos; Cristovam Buarque com os olhos roídos (na incontida vaidade de tudo saber e definir) reedita o samba do crioulo doido, e propõe introduzir na Constituição uma cláusula pétrea garantindo o direito do cidadão à fe-licidade. Verdade mesmo. Por seu turno, enrolado como o falecido e primoroso Pita prefeito de São Paulo, Lindberg Farias acena com a pos-sibilidade de equilíbrio na luta entre os contrários na sociedade. Cer-tamente absorvido na pintura da cara, não lhe sobrou tempo para a leitura de texto que supúnhamos do seu conhecimento: A Miséria da Filosofia, de Karl Marx. O remédio é esperar, para ver no que dá. 
O Estado, historicamente, não se tem revelado como entidade ética no seu fundamento filosófico apenas o anunciam como tal. Seria algo pretendido, platônico como na teoria da caverna, ou aprioristicamente kantiano? Indago-me: errada compreensão de conceitos de minha parte, ou equivocada avaliação da história?
As teorias sobre o nascimento do poder ou o direito de governar, remontam ao conhecimento da origem dos fenômenos instintivos e na-turais colônias de bactérias, florestas, aglomerados minerais, socie-dades dos homens. Todavia, elas ainda decidem e determinam ali-mentadas, movidas pela necessidade material de compensação. Daí a inegável atualidade de Rousseaux, de Malebranche... Nada, entretanto, freudiano ou nietzcheano simplesmente experimentação ou manifesta-ção dialética da evolução no relacionamento entre indivíduos e entre estes e instituições, algumas adrede organizadas. Vivemos, lamenta-velmente, a Era das Reticências... Da dissimulação, diria melhor. Aí está o PT no poder, governando. A esperança resta na coragem de Dilma que vem de longe, não costuma tergiversar.
Porventura a intuição indica e explica a realidade objetiva? O que vem a ser conduta socialmente relevante, válida também do ponto de vista do indivíduo? Uma prática recente, leviana, valorizada pela midia, criou o sentimento de coletivização “globalização” de identidades a inclusão social. Perdeu-se o indivíduo? E as sociedades organizadas rea-lizam o interesse de um, de alguns, ou de todos?
Tratando de tempo historicamente recente, falaram os soviéticos no internacionalismo proletário que permitiria a construção da paz, da de-mocracia, algo fundado no marxismo-leninismo; e também destinado à realização de um projeto; seria este, o fruto da intuição ou do revanchis-mo, ou da imprudência? Eu pergunto.
Vi na TV (sempre ela), um renomado ator negro afirmar que dis-cordava do sistema de "cotas" asseguradas aos afro-descendentes para ingresso na universidade. Ideal para ele seria a conquista de espaço disputando com todos, inclusive com os brancos (justo racismo, não?). Re-conhecia, entretanto, que era necessária a melhoria e mudança radical para aprimorar as instituições de ensino localizadas nas áreas pobres, na periferia geralmente onde moram os negros.
Tal não se vê, nem é o que a ideologia dominante estimula e pratica, muito menos permite. Pedagogia inadequada e ineficiente na periferia, eis a questão. Não seria o caso de reciclar tais escolas, ou de assegurar somente, indiferentemente a presença dos seus titulados capengas, entre os das melhoras escolas?! A nova ordem mundial, recentíssima, para confundir incita e excita a circulação de novos conceitos que se des-mentem na sua realização e na própria origem. Que fazer? Buscar em Lênin, Gramci, FHC, Lula a sua explicação?
Primeiro foi a dissimulação da “Lei Fleury” para diminuir o recolhi-mento de detentos no sistema prisional sobrecarregado.  Agora a “Lei da Rendição” (expressão minha), quando a prisão diária de milhares de infratores das normas penais, esgotou de fato a capacidade do Estado de prender e recolher delinqüentes em prisão fechada. Faliu, capitulou o estado nacional. A operação Morro do Alemão confirma o meu comentário. Ora, reuniram exército, marinha, aeronáutica, polícia federal, bombeiros, polícia civil, polícia militar, força nacional para ocupar uma favela, entre milhares existentes no país, em idêntica situação de insegurança. E as demais, as ruas e praças centrais e suburbanas, as localidades rurais que vivem o mesmo problema?!    ............................

sábado, 16 de julho de 2011

Itamar Franco


O BRASIL DE LUTO COM A MORTE DE ITAMAR FRANCO
Faleceu o grande brasileiro ex-presidente Itamar Franco, que no seu governo criou e ofereceu ao país o Plano Real que o colocou no caminho do desenvolvimento, sem a prática da corrupção hoje dominante na adminis-tração pública federal. Relembro o incidente provocado por grupos arrua-ceiros que invadiram o plenário da convenção do PMDB, depois de depri-mentes cooptações através de suborno de delegados para impedir a sua candidatura. Tudo mandado e coordenado por FHC, assessorado e finan-ciado pelos privatistas de plantão. Preparavam o assalto ao patrimônio nacional, como o fizeram no imoral processo de privatização de serviços e instituições estatais. Assim se apropriaram da Vale do Rio Doce por 3 bi quando vale 430 bi. Coisas da política safada praticada por elementos corruptos e sem caráter que enchem as agremiações partidárias. FHC o mentor, o maior de todos.
*                      *                      *
Rendeu-se mais uma vez o governo à constatação de sua impotência frente à criminalidade no país. A legislação penal factóide e permissiva, a conivência na fraude aos princípios gerais e à ciência do direito, desde a Lei Fleury o demonstra. Pelo ar, pela terra, pelo mar e pelos rios, as forças le-gais são derrotadas no enfrentamento de gangues. A construção de pre-sídios para confinar um número geometricamente crescente de indivíduos presos todos os dias, revela o puro logro do projeto. Agora dispositivo eletrônico vigia delinqüentes soltos no meio da rua. Esta é a nova e humi-lhante comprovação de que é preciso mudar os rumos ou o projeto de go-verno, em curso desde Lula. Como acontece na Colômbia com as FARCs, em áreas inteiras do território brasileiro é vedada a presença do Estado:  favelas, fronteiras, rios, terra e mar. Mas os oportunistas e otimistas sempre retrucam, apelando para o insensato ufanismo: temos campeonatos de variadas modalidades desportivas, desfiles de moda, blogs na internet, mui-tos milhões de universitários, que, lamentavelmente, em face da má formação escolar, do apagão cultural, estão inabilitados para conquistarem empregos. Assim também acontece nas praças e calçadas das malocas africanas, na espoliada América Latina, no Oriente em violenta guerra civil.
*                      *                      *
Uma TV paraibana noticiou decisão da Justiça Desportiva referente ao campeonato de "beach soccer". Escutei assim mesmo, em inglês.
  É de lascar!  Protesto em linguagem antiga, na forma também antiga.
Trata-se de herança de FHC que, apesar de monoglota, dispensava intérpretes para falar com estrangeiros. Mas causava vexames como revelou João Ubaldo Ribeiro. E me indago e aos meus prováveis leitores: “Porventura os norte-ameri-canos diriam futebol de praia ou futebol de areia, usando nossa caipira língua portuguesa? Jamais. O fato explica-se entre nós, outrossim, dada a pedagogia da malandragem que domina o cenário brasileiro, influenciado por mulheres despenteadas de saias frouxas e colares volumosos, de homens de japonesas e de bermudas, no meio da perna, sempre recém-chegados de encontros e seminários, que distribuem à custa do erário livros com frases assim: "nois gosta", “nois vai”. Alegam cumprir um dever “republicano”, porque se trata de inclusão social dos que não aprenderam na família e na escola nada sobre a conjugação dos verbos. Certamente. Talvez em português, porque sabem a significação de expres-sões e frases em inglês.
 
*                     *                      *
Apesar de tudo impõe-se a manutenção de políticas de inclusão social. Constata-se, todavia, que o governo está impedido de executar projetos quer de interesse geral quer de categorias sociais ou de pessoas. Tudo depende de recursos orçamentários, controlados pelos patrões de FHC, credores da dívida do país, que priorizam o recebimento de juros. Nada de investimento e programas que interfiram na atual participação em percentuais do PIB. Comenta-se que os juros de mais de 10% a.a, levam à desendustrialização do país, desempregam os cidadãos.
 
*                     *                      *
 
No Planalto, na Câmara e no Senado, nas conchamblanças minis-teriais falam em parar o êxodo rural. Impossível com o assistencialismo estimulado pela teconocracia lulista e ampliado por Dilma. Doido é quem fica no mato em rancho, sem estrada, sem hospital, sem transporte, sem cesta básica, bolsa escola, cegonha, celular, cultural, pão, leite e cuscus. Na cidade tem tudo isto e mais seguro safra sem plantar roça, minha casa, luz para todos etc. Não se comentam mais direitos trabalhistas. Para o governo vale a ascensão de classe dos cidadãos antes trabalhadores agora consu-midores. Logo mais não haverá nada a incluir. Só nos restará a política da exclusão violenta do que quer que seja. Nada mais de plenárias viciadas.
*                     *                      *
Interdisciplinaridade eis noção e princípio urgentes a ser adotada pelo governo na formulação e execução de políticas públicas para realização da liberdade e da democracia. Basta de patrocinar a vaidade de super-ministros, de núcleos duros, de compadres e amigos, de reservar faixas de domínio partidário na condução da administração pública.
*                      *                      *
Publicado por Tião Lucena em 08.07.2011 

“PROCURADOR PEDE CONDENAÇÃO DE 37 RÉUS DO MENSALÃO. Roberto Gurgel pediu absolvição de Luiz Gushiken por falta de provas. Expectativa é de que réus sejam julgados pelo STF ano que vem.O pedido de condenação para 37 acusados foi mantido. Entre eles estão o ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu, os deputados federais João Paulo Cunha (PT), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, e Valdemar Costa Neto, secretário-geral do PR, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, presidente do PTB, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, e o publicitário Marcos Valério. Gurgel tirou Luiz Gushiken da lista de acusados alegando que não há provas contra o ex-ministro do governo Lula. O próximo passo do caso que ficou conhecido como escândalo do mensalão, em que parlamentares teriam recebido propina para votar a favor de projetos de interesse do governo Lula, será o voto do relator Joaquim Barbosa, do STF. A expectativa do próprio relator é de que o julgamento só ocorra no ano que vem”.  Por onde eles andam? No governo ou na opo-sição?     ........................................................

           

domingo, 19 de junho de 2011

COMUNISMO / SOCIALISMO / DEMOCRACIA 
(anotações de leituras)

Os italianos iniciaram no final da década de Setenta (do século passado) a discussão sobre socialismo, comunismo e democracia, rejeitando a concepção mar-xista leninista sobre o Estado e propondo a criação ou definição do chamado “eurocomunismo”, segundo eles teorizado por Gramsci. O debate girou na órbita dos partidos políticos Partido Socialista Italiano e Partido Comunista Italiano e de outros países, que na Europa colocam a discussão dos seus programas em termos doutrinários, um compromisso. Uma novidade para mim.
Do meu ponto de vista de militante brasileiro da política, reduzia sempre o problema apenas à questão eleitoral. Que fazer? Era o que nos ensinavam e a prática recomendava. Relegava para o campo da especulação filosófica a teoria do Estado, das suas instituições e o poder de administrá-las. A leitura de alguns textos de Marx, Engels e de outros comentaristas e divulgadores e intérpretes ortodoxos da mídia soviética, levaram-me à refutação radical de diferentes colocações como “revi-sionistas” ─ um erro inaceitável para os defensores da ditadura do proletariado. Para eles o caminho verdadeiro para a construção da democracia, residia na eliminação das desigualdades anunciadas pelo socialismo.
Chegamos, todavia, a um momento em que a história nos oferece novos parâmetros para conceituar a democracia, que seria alcançada com o direito das massas de opinar, e decidir relativamente às questões sociais pertinentes à construção da anunciada sociedade mais justa e voltada para o interesse geral da coletividade.
Efetivamente, sempre nos faltaram textos de ciência política que explicassem o Estado marxista (esgotado com a implantação da Comuna de Paris) segundo o fun-cionamento de suas instituições, como se operaria o exercício do poder.[1] Alinharei algumas reflexões de filósofos europeus acerca do problema. Espantará e surpreenderá a alguns, mas a historicidade e a prática provam a sua existência, e permitirão a sua análise crítica.
A tensão dominou a Europa e hoje envolve todos os continentes. Encontra-se o mundo discutindo asperamente em fóruns locais e internacionais as teses da globalização, que representa, acreditamos, a instância última do ca-pitalismo, na sua fase “imperialista”. Chegam os seus porta-vozes, curiosamente, a anunciar burocraticamente o fim da história, decretada de algum gabinete de escalão remunerado, como se a guerra que impõe normas de conduta fosse a instância final e irrefutável. Inúmeras são as formas de contestação que se operam e reproduzem, à partir da reavaliação  da estrutura interna e dos programas e métodos de ação dos que se opõem ao liberalismo político e econômico, à investida furiosa da globalização.
        O intelectual Cláudio Martelli responsável pelo Departamento de Cultura e Informação do Partido Socia-lista Italiano afirmou: “O socialismo não se identifica com o marxismo, muito menos com o leninismo,” motivando a realização de um seminário que reuniu o PSI e vários representantes dos PCs europeus. O que se identificaria com o socialismo? Todos perguntavam.[2]
        O socialista Bettino Craxi frontalmente lançou o desafio aos comunistas de Enrico Berlinguer: “Foi o leninismo que originou o totalitarismo que redundou no Gulag ─ e não um acidente da história.” E especularam ao longo da discussão: O eurocomunismo é “ambíguo” e as experiências social-democraticas das nações escandinavas “insatisfatórias.” Herdaram do Gramsci que criticavam, algumas idéias a exemplo do ensinamento de que um partido, para chegar ao poder, precisa, antes, assenhorear-se da cultura, admitir muitos intelectuais em suas fileiras, procurar sempre novas soluções. “Praticamente romperam com Marx e Lênin, rejeitando o princípio da ditadura do proletariado como absolutamente inaceitável. Para os socialistas o comunismo seria visceralmente totalitário, incompatível com a sua conduta democrática.”
        Os comunistas reagiram: “Debates ideológicos não saem do campo da abstração”, rebateu Berlinguer; Craxi devolveu: “Pode-se muito bem ser socialista sem ser marxista.” Percebe-se claramente a veemência das posi-ções. Mais adiante Luciano Cafagna alegava que Marx foi traído por Lênin: “A classe operária, base da revolução soviética, nunca assumiu o poder. O partido tomou o seu lugar, uma minoria organizada. Na URSS nem chegou a haver uma ditadura do proletariado, mas uma ditadura do partido sobre o proletariado.”  E o alemào  Rudi Dutschke completava: “Os soviéticos ainda confundem socialismno com estatização. E se esquecem de coisas muito mais importantes, como a liberdade e a democracia”
        O ineditorialista GM da revista “Isto É” advertia em tom profético: “Por enquanto, a polêmica é retórica. Não tenham dúvidas, porém, que logo se tornará  muito prática.”

..........Segue no próximo comentário da semana.................




[1] BOBBIO, Norberto in  “QUAL SOCIALISMO ─ Discussão de uma  Alernativa”  Ediora Paz e Terra, 1983, esclarece e acrescenta: “A sua ilusão era a de que se pudesse evitar o problema de como se governa jogando tudo sobre quem governa:  dos poucos burgueses às massas proletárias”... ë o uso antimarxista de Marx, que consiste na pretensão de poder encontrar nos textos de Marx, resposta para todos os problemas atuais, culturais e políticos, , como se pudesse Marx, com um século de antecedência, adivinhar, literalmente, o desfecho de tudo, como se o marxismo pudesse ser reduzido a um maleável  passe-partout”
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[2] E mais citações, todas da  Revista  “ ISTO É” 06 /12 / 1978,  pag. 34...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A SECA E O NORDESTE

A SECA E O NORDESTE
(Notas da Fazenda)
Desde o Descobrimento até a Década Cinqüenta do século passado, a seca como fenômeno climático extrapolando conseqüências dolorosas para a população nordestina, fazia-se sentir na tragédia dos retirantes famintos, vagando por estradas ensolaradas e poeirentas, do rebanho animal reduzido a esqueletos, das roças calcinadas. A literatura e as artes plásticas fixaram ícones na memória nacional. Foi o tempo em que nos bastávamos a nós mesmos. A flora provia a nossa saúde. Eram precárias as estradas de ro-dagem, aqui produzíamos o que comíamos; a matéria para a fabricação de utensílios e para a construção civil: barro, areia, cal, cimento e madeira, eram fruto de reservas locais. O mundo cresceu, o país disparou na frente dos demais do nosso e de outros continentes. Tudo sob a proteção do Se-nhor conduzido por prelados paramentados sob o pálio, em procissão sob os acordes da banda de música, do cântico das irmandades religiosas, dos fiéis. Infelizmente pouco vigilantes e atentos às questões terrenas.

Tudo funcionava maravilhosamente para alguns, e aqui chegamos com identidade de Estado, de conglomerado de reserva territorial, de re-cursos minerais, florestais verdadeiramente assombrosos, poderosas organi-zações comerciais já invadindo e disputando mercados. Ledo engano. A Igreja Católica – base da ordem religiosa e social, naturalmente mudou conforme a nova realidade; a CNBB (Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil) através de pastorais dialoga com a população. Cresceu a dissidência luterana e igrejas de nomes arrevesados são instaladas como balcões de negócio, disputam com o Vaticano e as bolsas de valores a propriedade de bens e interesses financeiros, que jogam o Evangelho e a Fé na lata do lixo.

Tudo mudou, repito. A urbanização verificada na Europa ainda na Idade Média, chegou ao Nordeste na segunda metade do século passado, esbanjando e desfilando tecnologia de ponta até nos arrabaldes, hoje ditos comunidades. Desenvolvimento, progresso, bem estar geral. Mas o diabo sempre aparece sem ser convidado  já se anunciava, bagunçando o cenário, espertos uns se apropriavam vantajosamente de maiores fatias do bolo, um produto do trabalho geral e de cada um. Em 2010 os juros abo-canharam 45% do total do orçamento da União, a dívida pública que al-cança a assombrosa conta de mais de 3 trilhões, é alimentada na taxa Selic que beneficia os especuladores e prejudica o país. A LPA (Lei de Proteção a Agiotagem), chamada LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) assegura o pagamento dos juros tirados por dentro. Saúde, Segurança, Educação ficam pra depois.

Basta de catastrofismo! Eles contra-argumentam, e divulgam notícias econômicas encomendadas, de cunho técnico-científico O país, no consen-so apurado em grades e tabelas escolhidas, revela um crescimento nunca visto com a transferência de renda e a criação de um mercado interno, a ascensão social. Legislação de cunho desenvolvimentista-sustentável, e monocordiamente capitalista, foi editada, o governo aplicou-se, na busca do voto, para assegurar a posse da chave do cofre, assumindo compro-missos. Em épocas distintas exportamos matéria prima, abrigamos pri-vilegiadamente complexos industriais monopolistas, para usar a mão de obra barata, passamos a produzir equipamentos e artefatos eletrônicos, em escala, atendendo determinações vindas de fora, da gerência geral do sistema isentado de obrigações fiscais que chegavam até a remessa dos seus lucros. O país cresceu em números e nós também. Esta era e é a nossa im-pressão. Chegamos ao atualíssimo sistema financeiro global, fundado na crença do neoliberalismo que governa o planeta, anunciado por Marx como etapa superior do capitalismo. Falar em Marx, todavia, é dinossauriano, rasgam as guitarras acadêmicas. E transferem a contenda para o fun-damentalismo religioso: islamismo versus cristianismo. E exageram nos modelos exibidos subliminarmente.

Na verdade existiram Robin Hood, Lampião e Fernandinho Beira Mar. Nada têm os ricos com isto. Sempre conviveram. O problema para uns consiste em assegurar a governabilidade. Guerra Civil como a que en-frentamos são inevitáveis, todos os países viveram e viverão. Assim é o sistema. Cabe a cada um descobrir a maneira de se safar. Milhares são no nosso país situações como a do “Morro do Alemão” e as tropas das polícias militar, civil, federal, bombeiros, Exército, Marinha, Aeronáutica e Força Nacional não atendem ações como a que ali foi empreendida. A nossa situação semelha a da vizinha Colômbia onde as FARC têm o domínio de extensas áreas no território nacional, e ali é proibida a presença do Estado através dos seus agentes. A seca é memória extinta. ...................................